O prêmio Olhar Brasil de Melhor Longa-Metragem de Documentário da Première Brasil de 2026 vai para "Uma Missa Para Dom Angélico", de Emília Silveira, que, em sua cartografia de ideologias e sonhos essenciais à sobrevivência da democracia, lança mão de uma mirada dialética para desenhar um herói possível: o Bispo dos Oprimidos. Não cabem idealizações em seu notável roteiro, que não se limita a fatos. Suas interpretações avançam pelo terreno da História com uma verve poética, na tentativa de entender o papel da fé e o papel de um "estadista de Deus" em tempos de crise. É uma abordagem que se põe em dúvida - e nos põe em dúvida - todo o tempo, festejando a dimensão reflexiva de um documentário retratista, indo além do personalismo. É uma radiografia de modos de crer, erguido a partir de uma montagem febril.
UMA MISSA PARA DOM ANGÉLICO
Emília Silveira
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