O Circo Voador recebe neste sábado (5) duas maneiras de manter o samba em movimento. De um lado, o Samba da Volta, roda criada nas ruas cariocas em 2021 e hoje reconhecida por uma relação direta entre músicos e público. De outro, o Samba de Caboclo, manifestação que une samba de raiz e cantos de terreiro, com a ancestralidade afro-brasileira atravessando percussão, canto e dança. Entre as apresentações, o DJ Léo Black conduz a pista com seleção de música preta.
O encontro importa porque aproxima repertórios e experiências que não se confundem. O Samba da Volta nasceu de reuniões entre amigos e cresceu sem abandonar a lógica da roda: proximidade, improviso, convivência e circulação de repertório. Ao longo de cinco anos, o projeto passou a ocupar diferentes espaços da cidade e formou um público fiel.
A referência do grupo está em formações como o Fundo de Quintal, mas o projeto não se reduz ao tributo. O repertório combina canções conhecidas, composições autorais e obras de autores menos presentes no circuito comercial. A escolha dá à roda um caráter de celebração e descoberta: há memória do samba brasileiro, mas há também o desejo de manter a conversa com o presente.
Já o Samba de Caboclo chega com uma dimensão própria. A proposta parte do diálogo entre o samba de raiz e os cantos de terreiro para celebrar os caboclos e a herança afro-brasileira. É outro campo de referências, no qual música, corpo, espiritualidade e tradição se encontram. A percussão, o canto e a dança funcionam como linguagem coletiva e aproximam o palco de práticas culturais que se constroem na comunidade e na transmissão entre gerações.
SERVIÇO
SAMBA DA VOLTA SAMBA DE CABOCLO
Circo Voador (Rua dos Arcos, s/nº - Lapa)
5/9, a partir das 20h (abertura dos portões)
Ingressos; R$ 120 e R$ 60 (meia)
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