na estante

NA ESTANTE: Educar para incluir

NA ESTANTE: Educar para incluir
A Cor da Felicidade - Coluna livros - 7/8/26 Crédito: Divulgação

Lília Refle se inspirou em sua própria infância de pobreza extrema e um intenso desejo de estudar para criar a trajetória de Zulmira, menina de 10 anos, protagonista de "A Cor da Felicidade" (Patuá, R$ 60). Criada em meio a 17 irmãos na cidade baiana de Itamaraju, Lília defende a educação como forma de inclusão social, como dizia sua mãe, que, diante da carência de vagas em colégios de sua região, teve de permanecer na fila do portão da escola por duas noites para matricular a filha na alfabetização. O livro, quarto romance de Lília, será lançado neste sábado (8), às 17h, no Centro Cultural Recipiente Porongo (Rua Pinheiro Guimarães, 34, Botafogo).

 

Memórias ao sabor do rio

Memórias ao sabor do rio
O Solo das Águas - Coluna livros - 7/8/26 Crédito: Divulgação

O retorno de um homem à sua cidade natal, às margens do Rio São Francisco, é um resgate de suas lembranças do tempo em que ali morava, junto à família. Em "O Solo das Águas - Meio Século de Memórias" (Autografia, R$ 79,90), Jean Mendonça, traça a via-crucis do personagem que, durante uma celebração da Semana Santa, aos 50 anos, precisa se entender com o passado, percebendo que sua vida foi pena em passagens semelhantes às do leito do Velho Chico, com seus períodos de cheias, secas, assoreamento e piracema. O lançamento com noite de autógragos acontece nesta sexta-feira (7), a partir das 18h e 22h, no Bistrô e Livraria Autografia (Rua do Rosário 78, Centro).

Pelas redes de ódio

Pelas redes de ódio
Você Leu os Comentários? - Coluna livros - 7/8/26 Crédito: Divulgação

A ironia, o deboche ou o perigoso discurso de ódio, que parecem dominar os comentários em postagens nas redes sociais, servem de matéria prima para 46 poemas da carioca Diana de Hollanda. Reunidos em "Você Leu os Comentários?" (Teatro da Mente, R$ 40) e inspirado em mensagens diretas, transcrições, tutoriais e outros materiais retirados da internet, os poemas propõem a investigação da linguagem digital contemporânea. Na poesia, Diana aponta a pouca atenção, o vício em dopamina, a espetacularização do cotidiano para obtenção do reconhecimento público, além da violência, poder e pertencimento que permeiam os discursos nas redes.