O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão afirma que o partido Novo não tem legitimidade para peticionar contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e que, por isso, o ministro André Mendonça, do STF, "que conhece bem as leis", não poderia acolher o pedido.
"O Novo não é parte do feito, não tem nenhuma ligação com o processo. Portanto não poderia peticionar o pedido de prisão ou qualquer outra punição", diz Aragão. Segundo ele, "Tudo virou uma bagunça".
"Não se trata de afirmar que Alexandre de Moraes está certo no mérito da briga com Mendonça, nem tampouco que este esteja certo. Aliás, acho que está tudo uma bagunça. Vejo toda hora políticos do PT, do PL e outros partidos entrando com petições sem nada terem a ver com o processo", disse Aragão, que foi ministro no governo de Dilma Rousseff e sub-procurador-geral da República.
Com base na ação do partido Novo, André Mendonça determinou nesta terça-feira, 08, o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Ele também afastou o delegado Leandro Almada do cargo de diretor de inteligência policial. Mendonça afirma que a medida busca evitar "constrangimentos ilegais" e permitir que autoridades e servidores atuem sem interferência.
O partido Novo entrou com ação nos dias 2 e 3 de setembro. No documento também solicitava a prisão preventiva de Andrei, que não foi atendida por Mnedonça.
O ministro solicitou ao presidente da 2ª Turma do STF, Luiz Fux, que convoque sessão virtual hoje para referendo de sua decisão. Fux já concocou a sessão a partir das 10h de hoje até as 23h59.
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