O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), disse que pode ser “chantagem do governo” sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) a delação do dono do banco Master, Daniel Vorcaro, noticiada pela revista Veja deste final de semana.
Segundo a revista, o ex-banqueiro teria contado à Polícia Federal que a Alcolumbre um pagamento de US$ 30 milhões, cerca de R$ 155 milhões.
Portinho acredita que a chantagem contra Alcolumbre seria motivada pela derrota na indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal, para forçar a votação da derrubada da jornada 6x1 “e outras coisas mais”.
A proposta de confissão de Vorcaro, apontaria que o valor foi depositado em uma conta secreta no exterior e repassado ao parlamentar pelo apoio dado a uma demanda de interesse do Banco Master, em transação operada por Augusto Lima, seu ex-sócio.
O ex-banqueiro teria se disposto também a falar sobre seus negócios com o PT da Bahia, citando especialmente Rui Costa, chefe da Casa Civil de Lula até recentemente.
Portinho argumenta: “Por ora é tudo especulação se não forem apresentadas provas e, pior ainda, se não se aceitar a sua delação. Delação em pílulas vai fragilizando a própria deleção. Isso é muito ruim porque queremos saber a verdade e que seja exibida e revelada com provas. Ele poderia começar é pelas suas relações com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso tornaria sua delação realmente à vera, como se diz.”
Ele não acha que a revelação da delação tenha força, neste momento, para deflagrar uma Comissão Parlamentar de Inquérito:
“Não acredito e não teria quórum nesse momento eleitoral. Se festas juninas esvaziarão o congresso na próxima semana, imagina as eleições e o recesso [parlamentar de meio de ano]. Isso eh uma constatação natural de quem vive Congresso há anos e sabe como é a rotina. Até porque a investigação com André Mendonca [ministro do STF] e a PF avança.”
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