Nunca, inegavelmente, o Brasil viverá eleição tão eletrizante. O quadro de incerteza quanto ao resultado, com o empate entre Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, e Flávio Bolsonaro, do PL, seu principal adversário, se repete quando se verifica a corrida eleitoral estado por estado. Com base nas pesquisas mais recentes em cada unidade da Federação, o quadro acirrado se repete. Lula lidera em onze estado. Flávio lidera em outros onze. E há situações de empate dentro da margem de erro em cinco. Uma movimentação que de certa forma repete o quadro que o Correio da Manhã, nos levantamentos que faz com as pesquisas desde o final do ano passado, mostrou em 3 de agosto. Na ocasião, Lula liderava em dez estados, e Flávio em dez (na ocasião, não fora encontrada pesquisa em Roraima). Em 23 de setembro, o quadro mostrava vantagem de Flávio sobre Lula.
Lula lidera em onze estados, Flávio em onze, com cinco empates
Onde Lula e Flávio lideram
Naquele levantamento, o candidato do PL estava à frente em 13 estados, e Lula em 11. Agora, a situação de empate quanto aos estados em que lideram se repete. Os 11 estados em que Flávio lidera são Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Roraima, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Lula lidera em Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão e Pará.
Onde há empate
Com base nas margens de erro das pesquisas, que variam entre dois e três pontos percentuais, há empate no Rio Grande do Sul (44% para Flávio contra 41%), Tocantins (40% a 40%), Pará (48,7% para Lula e 44,7% para Flávio), Amapá (34% para Lula e 32% para Flávio) e Goiás, um estado onde o candidato do PSD, Ronaldo Caiado, que lá foi governador, aparece com 31%. Flávio empate com ele, com 30%. E Lula fica com 26%. Situações que movimentam os resultados na reta final da eleição.
Rio Grande do Sul
O empate no Rio Grande do Sul é uma certa surpresa. Porque os últimos movimentos para governador e senador parecem ter ali beneficiado a direita. Luciano Zucco (PL) aparece à frente de Juliana Brizola (PDT) para o governo. E Marcel Van Hatten (Novo) agora aparece à frente de Manuela D'Ávila (Psol) para o Senado. Flávio lidera, mas com margem de três pontos percentuais sobre Lula apenas.
Piauí
O Piauí, onde o governador Rafael Fonteles (PT) aparece com chance de ser reeleito ainda no primeiro turno, apresenta o maior percentual favorável a Lula entre todos os estados. De acordo com o levantamento da AtlasIntel em 29 de setembro, Lula tem 68,5% das intenções de voto. Flávio tem somente 24,9% no estado.
Rondônia e Acre
Em compensação, em Rondônia Flávio tem o maior percentual a seu favor entre os estados: 65,3% contra 25,1%, segundo Real Time Big Data de 30 de setembro. Flávio também tem vantagem grande no Acre: 61% contra 32%, segundo levantamento do Real Time Big Data de 21 de setembro, a última pesquisa encontrada.
São Paulo e Minas
No maior colégio eleitoral do país, Flávio tem vantagem sobre Lula. Na Real Time Big Data de 29 de setembro, o candidato do PL aparece com 43% enquanto Lula tem 36%. Em Minas, segundo colégio eleitora., pesquisa Datatempo de 1º de outubro aponta Lula com 40,2% contra 30,2% de Flávio. Já houve empate em Minas.
Rio e Bahia
Terceiro maior colégio eleitoral, o Rio de Janeiro apresenta vantagem para Flávio Bolsonaro: 44% contra 35%, de acordo com Real Time Big Data de 30 de setembro. No quarto maior colégio eleitoral, a Bahia, a vantagem já é de Lula, por uma margem larga. Lá, o candidato do PT aparece com 48,96%, enquanto o candidato do PL tem 24,97%.
De Lula
Há candidatos pelo país que adotaram como nome político o sobrenome Bolsonaro. No Rio Grande do Norte, um candidato galopou para a liderança acrescentando um "de Lula" ao seu nome político. Ex-secretário de Fazenda do estado, Carlos Eduardo Xavier virou, como candidato do PT, o "Cadu de Lula". Passou a liderar.
No detalhe
Como disse o diretor do Instituto Indexa, Arilton Freres, ao Correio Político, será uma eleição definida no "detalhe". Enquanto tudo isso acontece, o último debate presidencial na Globo foi cancelado por estranhas movimentações da Justiça Eleitoral. Se virá por aí ou não um dos "detalhes finais", o futuro até o domingo (4) é que dirá.
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