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Os erros da campanha que custaram a Flávio Bolsonaro a Presidência

Os erros da campanha que custaram a Flávio Bolsonaro a Presidência
O senador Flávio Bolsonaro (PL) perdeu a eleição para Lula no segundo turno Crédito: Reprodução/Assessoria

A campanha de Flávio Bolsonaro cometeu erros graves no segundo turno. Por orientação de marqueteiros, Flávio parou de dar entrevistas à imprensa. Entrevistas que repercutiam e geravam visibilidade.

A avaliação desses aliados era de que ele só precisava tocar a bola para o lado e evitar polêmicas, uma vez que o resultado já estaria garantido.

Jair Bolsonaro parece ter percebido isso e chegou a pedir a Flávio, durante uma visita, que o filho parasse de anunciar ministros de seu futuro governo, para não passar a impressão de que a eleição estava ganha.

Economista de Flávio, Daniella Marques também atrapalhou muito a campanha com suas declarações. A coluna apurou que servidores concursados bolsonaristas votaram em Lula com medo de perder seus empregos, conquistados por meio de concurso público.

Em nenhum momento, Flávio Bolsonaro e Daniella Marques entraram em cena para tranquilizar esse potencial eleitorado.

Por último, a campanha antissistema e de oposição a Alexandre de Moraes, que foi o combustível de Flávio no primeiro turno, arrefeceu diante do sentimento de favoritismo que se instalou na campanha.

Esses erros, aliados ao crescimento da militância de esquerda nas ruas e nas redes sociais, custaram a Flávio a cadeira da Presidência da República.