Nikolas Ferreira

Nikolas propõe cortar salários de políticos em caso de déficit fiscal

Nikolas propõe cortar salários de políticos em caso de déficit fiscal
Nikolas prepara PLP inspirado em Milei Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) anunciou que prepara um Projeto de Lei Complementar (PLP) e uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para cortar salários e benefícios de autoridades caso o governo descumpra as metas fiscais. Pelo texto, presidente da República, vice-presidente, ministros, deputados e senadores seriam os primeiros atingidos pelas restrições.

A iniciativa foi inspirada nas medidas adotadas pelo presidente da Argentina, Javier Milei, para o ajuste das contas públicas. Segundo Nikolas, as propostas estão sendo elaboradas com auxílio de especialistas e seguirão uma lógica semelhante à aplicada pelo governo argentino.

Pelo texto em elaboração, caso o governo perca o controle das contas, a primeira etapa prevê a suspensão de novos contratos, nomeações, gastos com publicidade, transferências políticas e emendas parlamentares que não estejam ligadas a serviços considerados essenciais.

Se o déficit persistir, as restrições passariam a atingir diretamente o alto escalão da administração pública. De acordo com o parlamentar, políticos e autoridades teriam benefícios cortados, depois sofreriam redução de 50% dos salários e, em um último estágio, deixariam de receber remuneração enquanto durasse o desequilíbrio fiscal.

"Se o governo perder o controle das contas, param primeiro os novos contratos, nomeações, publicidade, transferências políticas e emendas que não atendam serviços essenciais. Persistindo o déficit, políticos e autoridades do alto escalão terão benefícios cortados, depois metade do salário e, no último estágio, suspensão integral de seus salários", afirmou o deputado.

Nikolas ressaltou ainda que sua proposta preserva os gastos considerados essenciais. "Hospital, aposentadoria, assistência, educação e segurança não param. Quando faltar responsabilidade, a máquina política paga primeiro. O cidadão, não", concluiu.