Aliados de Lula ajustam tom sobre ofensiva contra Flávio Bolsonaro

Aliados do presidente Lula divergem entre uma estratégia propositiva e postura mais bélica na disputa presidencial

Por Paulo Cappelli e Lucas Gayoso

Lula e Flávio Bolsonaro

O PT já definiu que o principal eixo da campanha à reeleição será comparar os governos de Lula e Jair Bolsonaro. Contudo, nomes proeminentes da esquerda ainda avaliam qual deverá ser o tom adotado por Lula nos embates com o senador Flávio Bolsonaro (PL), com quem o presidente está tecnicamente empatado em diferentes pesquisas de intenção de voto.

Em conversa com a coluna, os líderes do governo no Congresso Nacional e no Senado, Randolfe Rodrigues (PT) e Jaques Wagner (PT), defendem que Lula baseie seu discurso nas comparações, fugindo de um tom mais agressivo.

Por outro lado, o deputado André Janones (Rede), atuante nas redes sociais, sustenta que o presidente deve "atacar antes de ser atacado". Nem tão para um lado e nem para outro, estão nomes como Benedita da Silva. Quadro histórico do PT, ela defende que Lula busque uma campanha propositiva, mas "bata forte" quando for estocado por Flávio Bolsonaro.

Abaixo, as visões de aliados estratégicos de Lula para a campanha presidencial deste ano: