Sabotar a direita e se colocar à serviço da esquerda é quem criminaliza a busca de liberdade do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. No dia 28 de outubro, um dia após a revelação da viagem do senador, a coluna Magnavita, do Correio da Manhã, publicou a notícia com o título “Deixar o Brasil para não ser calado pelo STF foi o motivo da ida de Flávio para os EUA”. A seguinte nota republicamos pela importância do registro:
“Alguém ouviu um pio de Jair Bolsonaro nestas eleições? Ele foi calado como líder da direita. Além da privação de liberdade, a condenação o impediu de se manifestar. O papel de porta-voz foi passado ao filho Flávio Bolsonaro. E se ele for preso preventivamente e com medidas que o irão calar? A ida para os Estados Unidos foi para garantir que ele possa se manifestar e não sofra as medidas restritivas impostas ao pai e a outros oposicionistas. A direita já tem o seu mártir, hoje preso e amordaçado, o que adiantaria ter um outro na cadeia e sem poder falar?.”
A coluna foi um dos poucos espaços a dar o verdadeiro sentido à viagem, sem o preconceito de colegas, que, a serviço das suas convicções pessoais, adotaram o termo “fugir”, sem levar em consideração dois pilares da vida democrática: a luta pela liberdade individual e a luta pela liberdade de expressão. Agora, o primeiro texto divulgado a partir dos Estados Unidos válida cada linha publicada pela coluna naquele 28 de outubro.
Escreveu Flávio Bolsonaro: “Não sai do Brasil, sai pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras.
Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do Presidente Bolsonaro. Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão - sem ter cometido crime algum - e que já sofre pela distância de outro fi lho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre”.
Neste desabafo, Flávio Bolsonaro reafirma que a decisão foi para garantir o direito a livre expressão. Afirma: “Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial. Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juíz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta. Fui candidato à Presidência enfrentando todo um sistema que quer as coisas continuem como estão no Brasil: ótimas para eles, mas muito piores para você”.
No final, Flávio Bolsonaro foi buscar, no advogado do seu adversário e, hoje, ministro do STF, a definição do quadro que colocou Lula na cadeia, na equação que une parte da imprensa e decisões judiciais moedoras do estado de direito. Disse Cristiano Zanin, em 07 de agosto de 2016: “Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Direitos Humanos”.
O senador finaliza com uma promessa, que dificilmente poderia cumprir se estivesse no Brasil: “Nos próximos dias, vou conversar com grandes veículos nacionais e internacionais. Sem cortes, sem filtro. Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil.”
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