Lula deu sinais que está senil nos estúdios da Globo. Durante o debate, não controlou nem o tempo de fala e demonstrou estar sem noção de espaço. Esbarrou até no púlpito. Despiu a sua imagem presidencial, não só por ter abolido a gravata, mas pela postura agressiva e sinais de desorientação.
Já Flávio Bolsonaro adotou uma postura presidencial, fazendo contraponto a um Lula raivoso e sem limites para as ofensas pessoais. Flávio colocou uma impecável gravata azul claro; e Lula, o figurino de tiozão. Papéis invertidos aos que tiveram no debate da Band.
O pior foi Lula nem perceber os temas que estavam disponíveis para serem perguntados em um painel gigante na sua frente, e tentar rebater com o apresentador Cesar Tralli na questão sobre educação. Precisou da tutoria do jornalista da Globo para os temas e para controlar o tempo. Foi até ajudado, o que deixou Flavio contrariado pelos minutos jogados fora várias vezes.
Além de não responder nem uma das questões feitas, principalmente sobre o gasto de um uísque de R$ 50 mil reais a dose, a garrafa de R$ 500 mil, que ganhou do banqueiro Daniel Vorcaro, pulou também a resposta sobre o endereço apresentado por Lulinha em São Paulo: um apartamento que pertence ao mesmo dono do sítio de Atibaia, em valor estimado de R$ 15 milhões.
Lula também não falou sobre a explosão da violência no Nordeste, nos estados governados pelo PT.
Começou dizendo que não ouvia as perguntas de Flávio, alegando que ele estava falando baixo, enquanto todos no estúdio e em casa ouviam perfeitamente. Parecia que estava desorientado.
“O que você tem contra os jovens?“. Foi o primeiro cruzado de direita de Flávio, em reação ao ser chamado de menino por Lula.
Para o desespero dos lulistas na plateia do estúdio, ele usou o seu tempo para repetir ataques que já haviam sido repetidos.
Tentou um golpe baixo ao falar de um passeio de barco e ao colocar ministros do STF, senadores e políticos em um salada de acusações envolvendo o Banco Master, jantares, festas e mulheres. Perdeu todo o elã presidencial naquele momento de descontrole.
Já Flávio ficou com uma postura presidencial, do figurino as suas colocações, e até a forma cordial que retrucava, as vezes com ar de pena, as acusações de um Lula descontrolado. No final do embate, ficamos com a sensação que é típica do Vaticano nos finais dos conclaves de cardeais quando escolhem um Papa: Hebemus Presidente. E o nome dele é Flávio Bolsonaro. Saiu do debate ungido pelo contraste do duelo de um John Kennedy Verde Amarelo enfrentando um personagem com traços de Raul, do seu irmão Fidel Castro e com pinceladas de Hugo Chaves e Maduro, tudo pelo discurso raivoso e agressivo, típico dos ditadores latinos que ele, Lula, sempre cultuou. Um tom de esquerda old-school. Tudo isso regado pelo presente do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master: uma garrafa rara de uísque escocês Macallan 1945 — safra do ano de nascimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — avaliada em cerca de R$ 500 mil (80 mil euros na época), que Lula bebeu de uma só vez.
*Diretor de Redação do Correio da Manhã
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