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Coluna Magnavita | Uso político da prisão de Canella deixa Alcolumbre de saia justa

Coluna Magnavita | Uso político da prisão de Canella deixa Alcolumbre de saia justa
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre enfrenta resistência do campo conservador Crédito: Waldemir Barreto/Agência Senado

Menos de 24 horas depois de ter dado uma retumbante vitória a Lula, na aprovação em dois turnos do fim da jornada 6x1, o secretário-geral da executiva nacional do União Brasil, o senador e presidente do Senado Davi Alcolumbre, recebeu um "presentaço" do Planalto.

Ainda dormindo com a ressaca da tensa sessão que encurralou a oposição e conseguiu aprovar por quase unanimidade, ele foi acordado com a notícia da prisão do presidente estadual do União Brasil no Rio, o deputado Márcio Canella, pela Polícia Federal. À noite ele teve de assistir o presidente da República, em rede nacional, se vangloriar da prisão do deputado estadual eleito na entrevista da Globo.

Esqueceram de avisar ao Planalto que esta operação, elaborada com cuidado pela equipe de Andrei Rodrigues, envolvendo 106 empresas e programada para ocorrer durante um provável segundo turno no Rio para governador, tinha como alvo um dos mais influentes dirigentes do União e responsável pela eleição de Antônio Rueda, presidente nacional do partido, como deputado federal pelo Rio.

Davi Alcolumbre passou o dia sendo cobrado pelos correligionários e não foi coincidência que a votação da PEC da Segurança tenha sido suspensa. A irritação do senador e o seu constrangimento com os colegas de legenda está enorme. Com a entrevista, Lula politizou a prisão do Rio para desespero da própria PF.