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Coluna Magnavita | Foi o Brasil Direito que aflorou nas urnas de 2026

Coluna Magnavita | Foi o Brasil Direito que aflorou nas urnas de 2026
Copacabana, no Rio de Janeiro, foi palco do ato convocado pelo ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) neste domingo (16) Crédito: Thenews2/Folhapress

O Brasil teve dois grandes vencedores no último dia 04 de outubro. O primeiro deles tem nome e sobrenome: Jair Messias Bolsonaro. O segundo foi o Brasil Direito. Não há erro de grafia. Foi uma vitória muito acima da disputa ideológica da esquerda e da direita. Foi a vitória do eleitor que não aceita mais o escárnio político no uso do dinheiro público, do Judiciário e de medidas eleitoreiras para que um grupo de saqueadores se mantenha no poder. Bolsonaro encarnou e agregou, para desespero da esquerda festiva, que usou uma pseudo defesa da democracia como cortina de fumaça para as inúmeras arbitrariedades, o sentimento que levou o eleitor DIREITO a dar um sonoro basta, através das urnas eletrônicas. O que aconteceu neste dia 04 não desafia a lógica e a racionalidade. O que assistimos na apuração não foi a derrota da esquerda, mas uma massa de brasileiros indignados e furiosos com o escárnio eleitoral para manter Lula e o seu sistema corrupto e corruptor no poder.

A força política de Jair Bolsonaro foi comprovada e constatada de uma maneira sem precedentes na história brasileira. Foi ungido por um sentimento de indignação.

Tentaram de tudo para exterminar Bolsonaro. Facada, inelegibilidade, julgamento, prisão e uma perseguição sem fim. Tudo em vão. Os valores que defende e os princípios que abraçou, hoje, são muito maiores do que a limitação que se tentou dar ao homem, ao corpo e ao ser humano. Poucas pessoas conseguem em vida se transformar em um mito. Um mito forjado por ideias de defesa nacionais, de brasilidade e honestidade. Ele teve o dom de se comunicar com o inconsciente coletivo e transformá-lo em um ente conectado com as massas e, principalmente, com o cidadão direito, honesto, trabalhador e que não quer ser sustentado pelo Estado ou programas sociais. Quer trabalhar, empreender e se sente mal com a esmola viciante que induziu os estados mais pobres do país.

Bolsonaro ganhou a eleição de 2018 praticamente em um leito de hospital. Sobreviveu por interferência divina de um atentado que sofreu e que, até hoje, não foi explicado e não foi investigado. E o brasileiro acredita nesta predestinação.

O princípio maior que Jair Bolsonaro defende não é ser de direita, mas ser Direito. Ser honesto, humilde e respeitar a coisa pública. Ser direito é o que explica a ampliação das respostas dadas pelas urnas em 2026. O Brasil abandonou o conceito de esquerda e direita e abraçou o de ser Direito.

A eleição de 2022 provocou um alinhamento de forças que tentaram deter de todas as formas, e sem pudor, o conceito de ser direito. Usaram de ferramentas sórdidas que ecoam até hoje e deixaram uma parte do Supremo sem nenhum pudor.

O comando do processo eleitoral de 2022 estava nas mãos do ministro Alexandre de Moraes. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi usado como uma máquina ceifadeira da direita e das pessoas que queriam agir direito. Perseguição, censura, prisões e banimentos. Um tribunal inquisidor que influiu no resultado. Tudo com o compadrio de parte de uma mídia globalizante que se tornou cúmplice. Cercearam a democracia, usando o argumento da defesa do Estado Democrático de Direito como um álibi e impuseram a ditadura togada.

Sufocaram até a essência dos mandatos legislativos, impedindo a manifestação de ideias e o direito de expressão. Que democracia é essa que censura e trancafia adversários?

Resgataram um prisioneiro, condenado em todas as instâncias, e o reabilitaram do universo de réus confessos, como a única forma de disputar a Presidência contra Jair Bolsonaro. Não foi uma eleição limpa. Foi um processo eleitoral contaminado por um lado da polarização que desejava voltar a saquear o Estado e se aquartelaram em um judiciário cúmplice do expurgo dos vitoriosos de 2018.

A vitória de 2022 de Lula serviu, porém, como elemento catalisador das teses e das defesas dos princípios que colocaram Bolsonaro no poder em 2018. Foi feito o contraste entre os seus quatros anos de um governo honesto, sem escândalos, com os quatro anos da volta da corrupção. Foi a comprovação do escárnio com as contas públicas e com um assistencialismo que afundou o país, sem falar na volta da impunidade e na tentativa de apagar os escândalos da Petrobras e da Lava Jato. Chegou ao ápice despudorado da devolução de milhões de reais roubados e devolvidos sem pudor aos bandidos confessos.

Vitoriosos, quiseram calcinar o Brasil Direito. Fizeram julgamentos, condenaram no próprio Supremo brasileiros humildes a penas desproporcionais e condenaram militares 4 estrelas por um golpe que nunca houve, colocando junto na prisão um Presidente da República que resistiu e nunca saiu das quatro linhas da Constituição. Um presidente que aceitou nomear, antes de deixar o poder, os comandantes militares que o seu sucessor indicou.

Esqueceram, porém, de algo precioso: o povo direito. O brasileiro com direito a voto, capaz de fazer da urna eletrônica o seu instrumento de resgate dos valores que os saqueadores do estado violaram.

O uso despudorado do Supremo Tribunal Federal (STF) como instrumento político assumiu o protagonismo na eleição de 2026. O uso do STF pelos ministros colocados por Lula no seu processo de sobrevivência política criou uma crise sem precedentes no judiciário.

Para sobrevivência, fizeram de tudo, inclusive colocar o próprio Poder Judiciário no banco de réus, criando um trauma estruturante em todas as cortes estaduais. No fim, colocaram o próprio TSE no banco dos réus. Exageraram tanto que a punição veio nas urnas e até os veículos de comunicação que atuavam com cumplicidade foram vítimas da interferência eleitoral. Na véspera da eleição, interferiram na maior janela democrática do país: um debate ao vivo em rede nacional de televisão, para proteger o seu capitão-mor.

O Brasil que renasce nas urnas de 2026 é um país mais maduro, no qual se cunha e se funde o conceito de ser de direita, indo muito além: é ser direito. Não se pode ter vergonha de ser DIREITO, de defender o respeito às contas públicas e de ser honesto. O Brasil que aflorou em 2026 deu visibilidade entre aqueles que procuram agir direito, contra aqueles que agem sem pudor para se manter no poder e ter a chave do cofre.

Não foi uma onda momentânea ou um fenômeno temporário. Foi o Brasil saindo convicto que só sendo direito construiremos um país para as próximas gerações.

*Diretor de Redação do Correio da Manhã