No sábado, o candidato do Podemos, Augusto Cury, roubou a cena ao assumir ao vivo o papel de domar as feras globais. Ele usou uma técnica de psicanálise nos dois inquisidores. Toda vez que eles tentavam interromper dizendo "Candidato…", ele levantavaas mãos respaldada em sinal de stop e continuava o raciocínio sem ser interrompido. Os jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos, surpreendentemente, obedeciam ao comando da autoridade psiquiátrica. Afinal, no papel de inquisidores durante toda a semana, os dois precisavam do SOS de um divã. Ninguém fica impune depois da tentativa de implodir desrespeitosamente os dois principais candidatos à presidência da República diante de uma plateia de 80 milhões de pessoas. O falso poder que resultou na invasão do tempo de Flávio Bolsonaro, que teve 10 minutos a menos do Lula para falar na entrevista, gera a submissão ao comando típico de divã de analista.
Coluna Magnavita | O dominador das ferinhas globais
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