Lula teve 10 minutos a mais de fala na sabatina da Globo do que o seu adversário Flávio Bolsonaro. O que era uma sensação, foi confirmada pela equipe do Correio da Manhã que cronometrou o tempo das duas sabatinas de 40 minutos cada. O tempo de fala do candidato do PL foi consumido por César Tralli e Renata Vasconcellos que falaram por 18 minutos e 2 segundos, após o início do cronômetro da Globo ser acionado. Para o candidato Flávio Bolsonaro, restaram apenas 21 minutos e 34 segundos.
Já o presidente Lula teve 29 minutos e 5 segundos (29'05") e César Tralli e Renata Vasconcellos falaram por apenas 13'36", um terço a menos das alfinetadas dirigidas a Flávio. É só conferir para perceber o descompasso entre os dois candidatos, prejudicando o senador com menos tempo.
As regras da sabatina são diferentes dos debates presidenciais, como os da Band, por exemplo. Neste caso, as perguntas e respostas têm um tempo delimitado, inclusive as realizadas por jornalistas convidados.
No caso da Globo, não houve regras e os dois jornalistas foram transformados em dois inquisidores, que perguntavam e respondiam ao mesmo tempo, tentando colocar acusações, não apenas na pergunta inicial, como nas intervenções, e interrompiam respostas que divergiam do que desejavam.
Como o desequilíbrio favorável a Lula e prejudicial a Flávio pode ser cronometrado pelo TSE, um renomado advogado eleitoral defende que a justiça reponha os 10 minutos em horário nobre pelo falatório dos dois jornalistas, que, juntos, usaram mais de 45% do tempo da entrevista para destilar acusações e tentar arrancar uma validação do senador sobre as teses esmiuçadas, de forma repetitiva.
O resultado é matemático e vale repetir: Lula falou por quase meia hora e Flávio um pouco mais de 21 minutos. Tralli e Renata usaram o tempo de Flávio sem o menor pudor e deram a Lula uma janela maior para responder às perguntas.
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