Mais uma pedrinha no meio do caminho na difícil relação entre Lula e Donald Trump. Agora é um acordo radioativo entre Brasil e Rússia. O diretor-presidente da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Alessandro Facure, confirmou nesta terça-feira (18) as tratativas que vêm ocorrendo entre o Brasil e a Rússia, justamente em um momento delicado e de tensão com os EUA de Donald Trump. A confirmação de parceria entre os países foi feita na abertura do Nuclear Communication Experience 2026, realizado no Rio.
A assinatura para estreitar a cooperação bilateral na área nuclear entre Brasil e Rússia está marcada para acontecer na Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), na Áustria. Segundo Facure, o acordo deve ampliar a troca de experiências entre os dois países, especialmente em processos de licenciamento e no desenvolvimento do arcabouço regulatório brasileiro. A justificativa de Facure é de que o regulador brasileiro precisa estar preparado para acompanhar novas aplicações e tecnologias que chegam ao país. Entre os desafios mencionados pelo diretor-presidente estão os pequenos reatores modulares (SMRs, na sigla em inglês), a protonterapia — modalidade de tratamento contra o câncer que utiliza feixes de prótons — e as atividades relacionadas à mineração. Facure afirmou que o órgão precisa ampliar o quadro de servidores e fiscais para acompanhar o crescimento das aplicações da tecnologia nuclear no país.
Menu