Apesar de ter nascido na Bahia, o ministro Luis Felipe Salomão fez sua carreira no Rio e é reconhecido como um dos maiores nomes da magistratura fluminense. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já teve em sua história 22 presidentes, mas nenhum deles era natural do Estado do Rio de Janeiro ou oriundo exclusivamente da magistratura fluminense em sua condução ao cargo máximo da corte — embora ministros com forte ligação ou atuação acadêmica prévia no Rio tenham integrado o tribunal, a chefia da instituição recaiu sobre nomes de outros estados (como Pernambuco, Paraíba, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Ceará, entre outros).
O sotaque carioca do STJ
O Superior Tribunal de Justiça já contou com mais de 10 ministros ao longo de sua história com forte ligação, naturalidade ou origem na magistratura, Ministério Público e advocacia do Estado do Rio de Janeiro. Considerando ministros efetivos que nasceram no Rio, se formaram ou vieram de tribunais e órgãos cariocas (como o TJRJ ou o TRF-2), destacam-se nomes históricos e contemporâneos da corte: Luís Felipe Salomão (atual vice-presidente do STJ, com trajetória marcada no Rio de Janeiro e que assume a presidência no próximo dia 19); Benedito Gonçalves (natural do Rio de Janeiro e com carreira na magistratura federal fluminense); Messod Azulay Neto (oriundo do TRF-2 e natural do Rio); Antonio Saldanha Palheiro (oriundo do TJ-RJ); Marco Aurélio Bellizze (com atuação marcante no Rio de Janeiro e TJ-RJ); Aldir Passarinho Junior (nascido no Rio de Janeiro); Hamilton Carvalhido (oriundo do Ministério Público do Rio de Janeiro - MPDFT/MPRJ); Maria Isabel Gallotti (Nascida no Rio de Janeiro, embora tenha feito sua carreira na magistratura federal partindo do TRF-1 em Brasília, descendente de uma tradicional família de juristas fluminenses; Paulo Geraldo de Oliveira Medina, embora mineiro, teve formação acadêmica de pós-graduação e profunda atuação institucional, acadêmica e associativa muito próxima ao eixo fluminense; e a grande estrela, o hoje ministro do STF, Luiz Fux, um dos nomes mais célebres — carioca da gema, foi promotor, juiz e desembargador do TJRJ antes de virar ministro do STJ, de onde saiu anos depois para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, chegando à presidência da mais alta corte do país.
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