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Coluna Magnavita | Michelle Bolsonaro entra na eleição e, como candidata ao Senado, turbina Flávio e Celina

Uma chapa formada só por mulheres no DF traz a imagem emblemática da direita junto ao eleitorado feminino nacional

Coluna Magnavita | Michelle Bolsonaro entra na eleição e, como candidata ao Senado, turbina Flávio e Celina
Michelle oficializa pré-candidatura ao Senado Crédito: Arthur Lamonier/Ato Press/Folhapress

A confirmação da candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado tem efeito duplo imediato: turbina as candidaturas de Flávio Bolsonaro a presidente e de Celina Leão ao governo do Distrito Federal. Uma chapa formada só por mulheres no DF traz a imagem emblemática da direita junto ao eleitorado feminino nacional. Algo que há muito a direita brasileira carecia. Um texto preparado para a convenção teve um valor histórico.

Depois de muito suspense veio a frase que toda direita esperava: "A política é poderosa. E o propósito edifica. Então, um mandato político baseado em bons propósitos transforma para melhor a sociedade e a vida das pessoas. É por isso, é apenas por isso, que eu aceitei esse desafio. Sou pré-candidata ao Senado Federal e vou ajudar a edificar a nossa Nação. Porque governar é cuidar!"

O jogo sucessório agora começou com o clã bolsonarista finalmente unido, e as mulheres assumindo um protagonismo na eleição majoritária. Michelle afirmou no seu discurso: "O meu marido escolheu o Flávio para estar à frente desta multidão e nós vamos caminhar - juntos e à passos largos - para impedir que o mal seja audacioso e continue a castigar o nosso povo". Não há mais dúvida que Flávio ganhou um cabo eleitoral de peso.

Celina Leão dispara com um apoio mais do que explícito. Ela foi fundamental na reconstrução da pacificação de Flávio e Michelle. No seu discurso, Michelle foi objetiva: "Se Deus assim o permitir, a nossa chapa majoritária no DF - com Flávio, Celina, Bia e EU - será vencedora. E, com a vitória dos nossos deputados federais e distritais, essas mulheres e homens corajosos que estão diante de nós; Brasília - a capital da esperança - será o grande exemplo para o Brasil da transformação que o bem faz na política e de como isso gera uma Nação próspera!"

A visão do papel da mulher na política também foi a tônica da fala de Michelle: "Cuidar é algo muito próprio da mulher. Nós sabemos usar os nossos dons em várias profissões e situações, mas a diferença é que sempre, de alguma forma, a nossa ação se transforma em cuidado. E esse é um dom que torna a sociedade melhor. Da minha parte, como eu sempre fiz, eu vou cuidar do povo que Deus me confiar."

No seu texto, ela cuida da família, anuncia o irmão como 1º suplente e reforça a candidatura do outro. Ela disse: "Agradeço ao meu irmão Diego - o meu 1º suplente e grande conselheiro - que veio de São Paulo para estar com vocês quando soube da minha condição de saúde e, de maneira muito especial, agradeço ao meu irmão Eduardo Torres - candidato a deputado distrital - que, nas horas em que eu mais precisei, no momento mais difícil da minha vida com a prisão do Jair, foi aquele com quem eu pude contar para cuidar do meu marido. Irmão, só Deus poderá compensar tudo o que você fez por nós."

A sobrecarga de cuidar do marido — ela é hoje a única autorizada a cuidar do ex-presidente —, foi colocada no seu texto, que também destacou o seu amor pelo Distrito Federal. Michelle abriu justificando sua ausência: "Eu gostaria muito de estar aí com vocês, mas faz mais de dez dias que estou com enxaqueca incessante e aguda. Estava tomando medicamentos, mas isso não resolveu. Ontem, não consegui mais suportar e fui para o hospital, onde fiquei internada. Meu corpo precisou parar. Mas o meu compromisso com vocês não parou. Eu não poderia deixar este dia passar em silêncio. Porque esta não é apenas mais uma convenção. É o começo de uma caminhada para devolver esperança, segurança, liberdade e futuro ao nosso povo. Eu sou da Ceilândia. Sou filha desta terra. E há quase vinte anos sou a esposa de um homem que o Brasil conhece muito bem: Jair Bolsonaro".

Era a peça que faltava no quebra-cabeça político e na família Bolsonaro. Agora a campanha começou para valer.