O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, promoveu uma reunião com prefeitos, nesta quarta-feira (27), no Palácio Guanabara, e ouviu uma lista extensa de pedidos para retomada de obras. O governador foi categórico e disse que pretende atender "o que for possível nesta gestão", mas pediu compreensão diante do cenário financeiro do estado. A expectativa é de melhora gradual das contas públicas até o próximo ano.
O encontro reuniu prefeitos e representantes das cidades de Paraty, Rio Claro, Vassouras, Barra do Piraí, Rio das Flores, Miracema, São João de Meriti, Paty do Alferes, São José do Vale do Rio Preto, Quissamã e Areal.
Durante reunião com prefeitos, o Couto reforçou que o Governo do Estado irá priorizar as principais necessidades dos municípios na distribuição de recursos e investimentos. A proposta é garantir equilíbrio entre as 92 cidades fluminenses, com foco em critérios técnicos, demandas regionais e melhoria dos serviços prestados à população.
Redução de secretarias
O governador em exercício disse aos prefeitos de 11 municípios que estuda uma redução no número de secretarias estaduais. Hoje, o Rio tem 32 pastas. Na reunião, comparou a estrutura fluminense às de São Paulo e Minas Gerais, que funcionam com cerca de metade de pastas.
A nova equipe econômica do Palácio Guanabara trabalha com a meta de fechar o ano "mais robusta financeiramente". O governador afirmou que a prioridade agora é tirar o estado do negativo ainda este ano para entrar em 2027 com as contas equilibradas e, assim, ampliar a capacidade de investimento nos municípios.
Propag
Em conversa com os prefeitos, o governador revelou ainda detalhes da reunião recente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o Propag. Segundo ele, Lula afirmou que o Governo Federal está disposto a ajudar o Rio de Janeiro e que não pretende politizar o programa.
Manguinhos
A Refinaria de Manguinhos entrou no discurso econômico do governador durante encontro com prefeitos. Ao defender novas fontes de arrecadação para o estado, voltou a mencionar a possibilidade de desapropriações para atrair empresas e arrecadação tributária.
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