O ex-governador do Rio Cláudio Castro decidiu se manifestar sobre a reportagem da Folha de S.Paulo que revelou mensagens trocadas com o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, em novembro de 2022, durante o episódio envolvendo a prisão de Sérgio Cabral. Em texto enviado ao Correio, o ex-governador afirma que o contato teve caráter institucional e ocorreu após a Secretaria de Administração Penitenciária receber um mandado de soltura expedido pela 5ª Câmara Criminal do TJRJ. "Não procurei o ministro para interferir em qualquer julgamento no STF nem para pedir benefício a Sérgio Cabral", afirmou. Segundo Castro, havia dúvida sobre outras ordens judiciais que poderiam impedir a soltura. Como o site do TRF4 estava fora do ar, ele procurou Mendonça, que encaminhou um link de processo no Supremo para auxiliar na checagem.
Castro nega interferência em julgamento sobre Sérgio Cabral
Sem favorecimento
Castro reforça que a conversa com Mendonça não teve como objetivo interferir no julgamento de Cabral ou obter qualquer benefício. "A ligação não tratou do julgamento que ocorreria posteriormente no STF. O assunto era o mandado de soltura e a necessidade de verificar se havia outras ordens judiciais em vigor", explicou. Segundo o ex-governador, diante da dificuldade de confirmar a situação processual, o contato com Mendonça foi uma tentativa de obter informação sobre um processo relacionado ao ex-governador que tramitava no Supremo.
Cabral permaneceu preso
A checagem feita naquele momento confirmou a existência de outras ordens judiciais contra Cabral, impedindo que o mandado de soltura fosse cumprido. "Ao final, confirmou-se que havia outras ordens judiciais que impediam a soltura, e Sérgio Cabral permaneceu preso", afirmou Castro. O ex-governador também faz questão de separar o episódio de qualquer relação pessoal com Cabral. "Nunca mantive relação pessoal com Sérgio Cabral e, durante todo o período em que estive à frente do Governo do Estado, sequer estive pessoalmente com ele."
Contexto das mensagens
Castro também questiona a forma como as mensagens foram apresentadas e defende que o episódio seja analisado a partir do contexto em que ocorreu. "Esse é o contexto real das mensagens divulgadas". Na versão apresentada pelo ex-governador, o contato com Mendonça ocorreu em uma situação concreta envolvendo a necessidade de verificar a existência de outras ordens judiciais.
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