Correio Bastidores

OAB‑RJ, OAB‑SP e OAB‑PR defendem transparência e reforma do Judiciário

OAB‑RJ, OAB‑SP e OAB‑PR defendem transparência e reforma do Judiciário
Ana Tereza Basilio, presidente da OAB-RJ Crédito: CM

A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ) se uniu às seccionais de São Paulo e do Paraná (OAB-SP e OAB-PR) e a mais de 20 entidades da sociedade civil na assinatura do manifesto "Em defesa da Justiça e pela reforma do Judiciário", divulgado nesta terça-feira (8). O documento defende o fortalecimento das instituições do sistema de Justiça, com mais transparência, imparcialidade e mecanismos capazes de ampliar a confiança da população. O manifesto afirma que as sucessivas crises em Brasília, especialmente no Supremo Tribunal Federal (STF), colocam as instituições diante de um teste de integridade e podem comprometer a confiança pública, considerada essencial à democracia. As entidades também defendem que suspeitas e acusações sejam examinadas de forma pública e imparcial pelo Plenário do STF. A defesa também cobra mais controle institucional.

 

Plenário aberto

Plenário aberto
Leonardo Sica, presidente da OAB-SP Crédito: Divulgação

O texto sustenta que não há espaço para soluções obscuras, casuísticas ou revanchistas diante da crise. Para as entidades, o Plenário do STF deve analisar, em discussão livre, pública e presencial, as suspeitas e acusações existentes. Autoridades suspeitas, acusadas ou diretamente interessadas, segundo o manifesto, devem ser afastadas do processo decisório, com oportunidade de esclarecimento dos fatos e respeito ao devido processo legal. A defesa é apontada como necessária à democracia.

Reforma ampla

Além da resposta aos episódios atuais, o manifesto propõe uma ampla reforma do Judiciário. Entre as medidas defendidas estão a criação de um Código de Conduta, a ampliação das hipóteses de impedimento e suspeição, a adoção de mandato para ministros do STF, a redução da competência criminal dos Tribunais Superiores e a limitação dos julgamentos virtuais e das decisões monocráticas. O documento afirma que fortalecer o Supremo é preservar sua autoridade por meio da transparência e da confiança pública. Mais medidas são citadas.

Apoio amplo

O manifesto é subscrito, entre outras entidades, pela UNE, Comissão Arns, Transparência Brasil, Educafro, AASP, IASP, IDDD, SINSA, Movimento de Defesa da Advocacia, FENIA, CESA, ABDF, CEERT, Academia Brasileira de Educação, Academia Carioca de Letras, ACSP, CNS, CACB e centros acadêmicos de instituições como PUC-SP, PUC-Campinas e Mackenzie. Entre elas, estão entidades civis, jurídicas e acadêmicas.