O Distrito Federal tem hoje mais de US$ 426 milhões em projetos financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), distribuídos entre obras de urbanização, saneamento, infraestrutura produtiva e modernização da gestão pública.
A retomada da parceria entre o Tribunal de Contas do DF e o Banco, formalizada na semana passda, reforça a capacidade de fiscalização desses contratos, que envolvem etapas complexas de execução e acompanhamento técnico.
O protocolo de intenções foi assinado pelo presidente do TCDF, Manoel de Andrade, e pelo representante do BID, Jorge Luis Gonzáles, durante o Seminário Anual para Entidades de Fiscalização Superior.
A cooperação, iniciada em 2009 e agora reativada, prevê ações conjuntas voltadas à auditoria financeira, governança, análise de demonstrativos, controles internos e requisitos ambientais e sociais.
Na prática, o acordo permite ao Tribunal acompanhar operações internacionais desde o início, com acesso a metodologias atualizadas e padrões técnicos utilizados pelo Banco em outros países.
O objetivo é reduzir riscos em editais de grande porte, melhorar a qualidade das auditorias e ampliar a segurança na aplicação dos recursos. A parceria também facilita o intercâmbio de experiências e a capacitação de equipes responsáveis por fiscalizar contratos financiados pelo BID no DF.
Obras financiadas pelo BID somam mais de US$ 400 milhões e avançam em várias regiões do DF
No DF, os projetos do BID envolvem intervenções físicas, modernização institucional e ações estruturantes em diferentes regiões administrativas.
No Pôr do Sol, em Ceilândia, o programa Brasília Sustentável II reúne US$ 150 milhões para obras de macrodrenagem, saneamento básico, pavimentação e construção de unidades habitacionais.
A Secretaria de Obras lançou editais recentes, como a Concorrência 90008/2026, que dá continuidade às frentes de trabalho na área.
O programa Caesb II, de US$ 125 milhões, amplia sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário em diversas regiões. As intervenções incluem projetos executivos, obras civis e ações voltadas à eficiência operacional da companhia.
O Procidades, com US$ 71 milhões, estrutura Áreas de Desenvolvimento Econômico em Ceilândia, Gama e Santa Maria. Os investimentos envolvem infraestrutura básica, melhorias urbanas e apoio a polos produtivos.
Já o Profisco II, de US$ 80 milhões, não é uma obra física, mas um programa de modernização da gestão fiscal do DF. O projeto financia tecnologia, transformação digital e cibersegurança, com foco na melhoria dos processos internos do governo.
Os quatro programas mostram a dimensão dos contratos internacionais em execução e o impacto direto sobre regiões que dependem de obras estruturantes e investimentos contínuos.
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