O IPCA-15 de Brasília registrou alta de 0,76% em setembro de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado reverte a queda de 0,25% observada em agosto e supera a taxa de 0,37% registrada no mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, a prévia da inflação soma 3,80% na capital federal e, em 12 meses, 4,74%.
Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram variações positivas. O maior impacto veio de transportes, que avançou 1,39% e contribuiu com 0,32 ponto percentual para o índice geral. O movimento foi influenciado pelas altas de gasolina (3,20%), passagem aérea (6,27%), transporte por aplicativo (5,86%) e emplacamento e licença (0,40%). Entre as quedas, destacaram-se seguro voluntário de veículo (-2,69%), conserto de automóvel (-0,53%) e automóvel usado (-1,65%).
No grupo habitação, a energia elétrica residencial subiu 8,78% após recuar 6,75% em agosto. A variação reflete o fim da incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas anteriores. A bandeira tarifária amarela permanece vigente, adicionando R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Aluguel residencial (1,12%) e condomínio (0,28%) também contribuíram para o avanço do grupo.
Em alimentação e bebidas, os destaques foram tomate (24,77%), limão (48,63%), alcatra (4,75%) e banana-prata (5,63%). Entre as quedas, café moído (-5,22%), melancia (-14,50%) e feijão-carioca (-7,80%). O IPCA-15 é calculado com preços coletados entre 15 de agosto e 15 de setembro e utiliza a mesma metodologia do IPCA, diferenciando-se apenas pelo período de coleta e pela abrangência geográfica.
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