A pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), realizada anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a atividade florestal do Distrito Federal em 2025 teve movimentos distintos entre os produtos nativos do Cerrado e aqueles provenientes de florestas plantadas para fins comerciais. A
PEVS investiga, em todos os municípios do País, a quantidade e o valor da produção decorrentes da exploração de recursos vegetais naturais, no extrativismo, e de maciços florestais plantados, na silvicultura, além das áreas ocupadas por esses cultivos.
No extrativismo brasiliense, o pequi aparece como símbolo dessa dinâmica. Em 2025, o fruto registrou produção de 10 toneladas, alta de 11,1% na comparação com 2024, reforçando a presença dos frutos do Cerrado na economia local. O pequi (fruto) foi o produto extrativo não madeireiro com a maior quantidade produzida no Distrito Federal em 2025. O fruto registrou produção de 10 toneladas, alta de 11,1% na comparação com 2024.
O carvão vegetal, por sua vez, manteve a liderança do extrativismo, com R$ 2,4 milhões em valor gerado e participação de 86,2% na receita do segmento, embora tenha recuado em quantidade produzida, somando 1,3 mil toneladas e queda de 8,9% em relação ao ano anterior.
Lenha e madeira em tora também avançaram: a lenha extrativista chegou a 5,0 mil metros cúbicos, com alta de 11,1%, e a madeira em tora atingiu 300 metros cúbicos, crescimento de 20,0% na comparação com 2024.
Na silvicultura, que trata das florestas plantadas e conduzidas até a colheita pela ação do homem, o cenário foi bem diferente. A produção de madeira em tora teve queda acentuada de 56,2% e ficou em 110,3 mil metros cúbicos em 2025, enquanto a lenha produzida nas áreas comerciais aumentou 240,3% e alcançou 5,9 mil metros cúbicos.
Na silvicultura, entre os produtos madeireiros de relevância no Distrito Federal, a madeira em tora teve destaque com produção de 110,3 mil metros cúbicos em 2025, apresentando queda de 56,2% na comparação com a produção de 2024.
As espécies eucalipto e pinus seguiram como base da atividade florestal plantada e responderam por 96,9% das áreas cultivadas para fins comerciais, ocupando 1,2 mil hectares em Brasília.
Os dados ajudam a entender que o setor florestal do DF combina uma frente extrativista ainda marcada por produtos tradicionais, como o carvão, com uma silvicultura dependente de poucos itens, em especial a madeira em tora de eucalipto e pinus.
A variação entre altas e quedas mostra como a produção responde a fatores de mercado, decisões de manejo e à própria dinâmica das áreas plantadas, que concentram a maior parte da madeira destinada a usos diversos, fora da cadeia de papel e celulose.
Produção florestal do DF recua em 2025 e valor total cai quase pela metade, aponta pesquisa do IBGE
A mesma pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o setor florestal do Distrito Federal registrou forte retração em 2025 quando se observa o valor total gerado pela atividade.
Em 2025, no Distrito Federal, a pesquisa identificou registro de produção primária florestal que totalizaram R$ 16,1 milhões em valor de produção, sendo R$ 13,3 milhões da silvicultura e R$ 2,8 milhões da extração vegetal.
Na comparação com 2024, o valor da produção primária florestal teve queda de 47,9%, em valores nominais, movimento que coloca o DF em um patamar bem inferior ao observado no ano anterior.
Silvicultura caiu mais de 50%
A silvicultura foi o segmento que mais contribuiu para esse resultado negativo. Segundo o levantamento, o valor da produção da silvicultura caiu 52,5% na passagem de 2024 para 2025, em valores nominais, refletindo principalmente o desempenho da madeira em tora, que concentra a maior parte da receita das florestas plantadas.
A cifra do valor da produção desses produtos madeireiros chegou a R$ 13,3 milhões, sendo a madeira em tora responsável por 95,7% deste valor. Já o valor da produção da extração vegetal também recuou, mas de forma mais moderada: 3,0% em valores nominais, na mesma comparação.
Esse quadro ajuda a entender a estrutura da atividade florestal brasiliense. Embora o extrativismo vegetal reúna diferentes produtos, como carvão, lenha, madeira em tora e frutos nativos, o peso econômico maior está nas florestas plantadas, em especial na madeira em tora de eucalipto e pinus destinada a outras finalidades que não papel e celulose.
Em 2025, quase toda a madeira em tora produzida na silvicultura do DF foi direcionada para usos diversos, fora da indústria de papel, o que reforça o papel dessas áreas como fornecedoras de matéria-prima para múltiplos segmentos.
Ao reunir dados de todos os municípios e validar as informações com equipes técnicas estaduais, a PEVS se consolidou como a principal fonte de estatísticas sobre o acompanhamento sistemático da exploração dos recursos florestais em todo o território nacional.
No caso do Distrito Federal, os resultados de 2025 mostram um setor que combina avanços pontuais em produtos específicos com uma queda expressiva no valor total gerado, evidenciando a vulnerabilidade da atividade às oscilações de mercado, às decisões de manejo e às mudanças na base produtiva das florestas plantadas.
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