O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) reforçou o alerta à população sobre uma nova modalidade de fraude que utiliza informações de processos judiciais para enganar vítimas.
No golpe do falso contato judicial, criminosos se apresentam como juízes, servidores, advogados ou representantes da Defensoria Pública e do Ministério Público, criando abordagens que simulam comunicações oficiais. As tentativas ocorrem por WhatsApp, e-mail, ligação ou vídeo, e já houve registro de simulação de audiência virtual, com uso de nomes, fotografias, logotipos e dados reais extraídos de processos.
Segundo o tribunal, a fraude é uma evolução do golpe do falso advogado, que já vinha sendo identificado em processos dos Juizados Especiais, onde há situações em que a própria parte atua sem representação jurídica.
A nova versão amplia o leque de identidades utilizadas pelos golpistas e explora a urgência como ferramenta de pressão. Os criminosos inventam taxas, despesas ou supostos custos processuais e exigem pagamentos imediatos, alegando risco de perda de prazos, benefícios ou valores. A estratégia busca impedir que a vítima verifique a autenticidade da comunicação.
O TJDFT orienta que qualquer mensagem relacionada a processos seja conferida diretamente no site do tribunal ou com o advogado responsável. Quem é atendido pela Defensoria Pública deve confirmar a informação pelos canais oficiais da instituição.
O tribunal também reforça que não cobra valores para cadastrar usuários nem para liberar dinheiro de processos judiciais. Em caso de dúvida, o atendimento oficial é feito pelo telefone 159, pelo WhatsApp institucional ou pelo chat disponível na página do TJDFT.
Se a pessoa for vítima da fraude, deve registrar boletim de ocorrência e relatar o caso à Ouvidoria-Geral do tribunal, que possui formulário específico para golpes relacionados a processos. O órgão lembra que informações verdadeiras podem ser usadas pelos criminosos e que conhecer o nome da parte ou dados do processo não comprova a identidade de quem faz o contato.
A recomendação central permanece: parar, consultar e confirmar antes de qualquer ação.
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