Após promessas do GDF de garantir a sua realização, a organização do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro só recebeu a liberação dos primeiros recursos duas semanas após o anúncio de "cancelar o cancelamento" do evento. Apenas na última sexta-feira, 21 de agosto, entrou no caixa a metade da verba prevista para a edição de 2026.
O repasse de R$ 1,5 milhão ocorreu três meses depois do prazo contratual — originalmente previsto para maio — e somente após o anúncio de cancelamento feito pela organização em 10 de agosto, quando a equipe trabalhava sem salários desde março e não havia recursos para a montagem da programação.
No dia seguinte, 11 de agosto, a governadora Celina Leão (PP) afirmou que o festival seria mantido, embora o evento ainda não tivesse recebido qualquer valor nem dispusesse de previsão de pagamento. A liberação da outra metade dos R$ 3 milhões previstos para a edição de 2026, segue sem data definida.
O BRB, principal patrocinador e envolto na sua maior crise institucional, confirmou que dará apoio de R$ 750 mil - mas o contrato prevê repasse por reembolso, o que não resolve a necessidade de caixa imediato para despesas operacionais, como passagens, hospedagens, fornecedores e salários atrasados.
Agora, com o repasse parcial, o festival mantém a programação ajustada e segue previsto para 11 a 19 de setembro.
CLDF divulga seleção do Troféu Câmara Legislativa no Festival de Brasília
Em meio à novela financeira do Festival de Cinema, a Câmara Legislativa divulgou os 15 filmes que disputarão o 28º Troféu Câmara Legislativa, premiação dedicada às produções do Distrito Federal e integrada à Mostra Brasília.
A seleção reúne quatro longas e 11 curtas escolhidos entre 132 títulos habilitados.
Entre os longas estão ‘Amadeo e o Hipotético Mundo Novo’, animação de Brenda Lígia e Edu Felistoque; ‘Mapas’, ficção de Rafael Lobo; ‘Onde Moram os Irmãos’, ficção de Marisa Mendonça; e ‘Nem Todos Sabem’, documentário de Edileuza Penha de Souza.
Nos curtas, concorrem ‘A Arte Perdida da Lombada’, ficção de Helena Sarmento e Gabriel Brito; ‘ArDor’, ficção de Mike Peixoto; ‘Dora’, ficção de Murilo Abreu; ‘Hacker Leonília’, animação de Gustavo Fontele Dourado; ‘Impostor’, ficção de Rafael Ribeiro Gontijo; ‘Isso Aqui é Várzea!’, documentário de Flávio Costa; ‘Madre’, documentário de Talita Carvalho e Carol Matias; ‘Não Há Crime no Plano Piloto’, ficção de Gabriel Machado; ‘O Jardim Mágico’, animação de Naira Caneiro e Carlon Hardt; ‘Rima’, híbrido de Josianne Diniz; e ‘Vinte Vinte Quatro’, híbrido de Davi Pieri.
A curadoria destaca que a seleção reflete a diversidade de linguagens e temas da produção brasiliense e reforça o papel da Mostra Brasília como espaço de circulação e reconhecimento dos realizadores locais, mesmo em um ano marcado por incertezas financeiras e ajustes operacionais.
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