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BRASILIANAS | Comércio do DF movimenta R$ 132,2 bilhões em 2024, mas enfrenta desafios de produtividade, salários e participação regional, diz IBGE

Pesquisa Anual de Comércio (PAC) detalha estrutura do setor, emprego, remuneração e o peso do varejo na economia da capital -- Para a Fecomércio-DF, os dados reforçam a capilaridade do setor e os desafios de produtividade

BRASILIANAS | Comércio do DF movimenta R$ 132,2 bilhões em 2024, mas enfrenta desafios de produtividade, salários e participação regional, diz IBGE
O varejo liderou o resultado, com R$ 56,7 bilhões, seguido pelo atacado, que registrou R$ 56,0 bilhões, segundo o IBGE Crédito: André Borges/Agência Brasília

O IBGE divulgou ontem (29 de julho) a Pesquisa Anual de Comércio (PAC) 2024, que revela a estrutura e o desempenho das empresas comerciais do Distrito Federal. O setor movimentou R$ 132,2 bilhões em receita bruta no ano passado, distribuídos entre varejo, atacado e comércio de veículos automotores, peças e motocicletas.

O varejo liderou o resultado, com R$ 56,7 bilhões, praticamente empatado com o atacado, que registrou R$ 56,0 bilhões. O segmento de veículos respondeu por R$ 19,5 bilhões, equivalente a 14,7% do total.

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Perfil das empresas comerciais do DF, segundo o IBGE | Foto: Divulgação/IBGE

A PAC mostra que a margem de comercialização das empresas alcançou R$ 26,7 bilhões, sendo 58,8% gerados pelo varejo.

O setor empregava 164,6 mil pessoas e reunia 24,9 mil unidades locais, evidenciando a predominância do comércio varejista na estrutura empresarial do DF: três em cada quatro empregos e estabelecimentos estão nesse segmento.

Os gastos com salários e outras remunerações somaram R$ 5,1 bilhões, com salário médio de 1,7 salário mínimo — um dos menores da região Centro-Oeste, ao lado de Goiás.

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Participação da Região Centro-Oeste no quesito revenda (DF aparece em laranja) | Foto: Divulgação/IBGE

Apesar do volume expressivo de negócios, o DF teve a menor participação na receita bruta de revenda do Centro-Oeste, com 14,2%. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul concentram fatias maiores, impulsionadas por cadeias produtivas ligadas ao agronegócio e ao comércio atacadista de insumos.

No DF, a estrutura comercial é mais dependente do consumo das famílias e da dinâmica de serviços, o que explica a forte presença do varejo e a menor participação relativa na revenda regional.

"Obstáculos a enfrentar", afirma Fecomércio-DF

Para o presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, os dados reforçam a capilaridade do setor e os desafios de produtividade, qualificação profissional e competitividade das empresas. Ele destaca que o comércio do DF reúne quase 25 mil estabelecimentos e emprega mais de 164 mil pessoas, mas ainda enfrenta obstáculos para ampliar eficiência e inovação.

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O presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire | Foto: Fecomércio/Divulgação

A PAC também ressalta que os resultados de 2024 não são diretamente comparáveis aos anos anteriores devido à mudança nos critérios de classificação de inatividade das empresas, conforme a Nota Técnica nº 01/2026.

Realizada desde 1996, a pesquisa é referência para planejamento público e decisões privadas, ao retratar a estrutura do setor comercial com base no Cadastro Central de Empresas (Cempre).