BRASILIANAS | DF dobra vendas e assume protagonismo nacional entre veículos eletrificados
Brasília registra salto histórico e alcança segunda posição no país -- Isenção, marcas variadas e ampla infraestrutura sustentam expansão
07 de julho de 202603:01por William França
A expansão da eletromobilidade no Distrito Federal é sustentada por incentivos fiscais e por uma rede comercial amplaCrédito: Joel Rodrigues/Agência Brasília
O Distrito Federal registrou o maior avanço proporcional da sua série histórica de vendas de veículos leves eletrificados no primeiro semestre de 2026 e se consolidou como um dos principais mercados do país. Foram 18.131 unidades comercializadas entre janeiro e junho, resultado que representa crescimento de 113% em relação ao mesmo período de 2025, quando o DF contabilizou 8.483 vendas.
O salto atual também reposiciona Brasília no cenário nacional: o DF aparece como o segundo estado que mais vendeu eletrificados no semestre, atrás apenas de São Paulo, e como a segunda cidade com maior volume de emplacamentos, superando capitais maiores como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Curitiba.
DF supera qualquer outra cidade do país
A linha do tempo mostra a dimensão da mudança. Em 2022, o DF registrou apenas 1.034 vendas no primeiro semestre. Em 2023, o número subiu para 2.008. Em 2024, saltou para 6.525. Em 2025, avançou para 8.483. E, em 2026, alcançou 18.131 unidades. Em quatro anos, o mercado brasiliense cresceu 1.652% no mesmo período de comparação, ritmo superior ao observado em qualquer outra unidade federativa proporcionalmente.
O desempenho acompanha o avanço nacional, que somou 215.023 unidades no semestre e registrou crescimento de 125% sobre 2025. A participação dos eletrificados nas vendas brasileiras chegou a 16% no semestre e 18% em junho, indicando mudança estrutural no comportamento do consumidor.
Com 8,4% das vendas nacionais, Brasília se consolida como um dos mercados mais dinâmicos do país e sustenta ritmo acelerado de adesão aos eletrificados, impulsionado por incentivos fiscais, infraestrutura de recarga e oferta crescente de modelos.
A infraestrutura de recarga também se destaca no DF, com 1.047 eletropostos ativos, sendo 575 de corrente alternada e 472 de corrente contínua | Foto: Divulgação
Rede robusta, isenção e infraestrutura explicam avanço dos elétricos no DF
A expansão da eletromobilidade no Distrito Federal não se explica apenas pelo crescimento das vendas, mas pela combinação de incentivos fiscais, infraestrutura de recarga e uma rede comercial ampla, que coloca Brasília entre os mercados mais estruturados do país.
A isenção total de IPVA prevista na Lei nº 7.028/2021 permanece sem prazo definido e vale para modelos 100% elétricos e híbridos, incluindo versões plug-in. A regra também contempla veículos seminovos já registrados na unidade federativa, o que fortalece o comércio de multimarcas e amplia o acesso a opções eletrificadas.
Sem limite de valor venal, o DF concede alíquota zero tanto para modelos de entrada quanto para veículos de maior porte, criando um ambiente competitivo e atraente para diferentes perfis de consumidores.
A rede comercial é outro diferencial. O DF reúne sete marcas que vendem veículos eletrificados em 14 pontos de venda distribuídos em regiões estratégicas como SIA, SAAN, Asa Norte, Park Sul, Aeroporto, Cidade do Automóvel e Taguatinga. BYD, GWM, Geely, Volvo, Chevrolet, JAC Motors e MG Motor mantêm presença ativa na capital, com lojas que oferecem desde modelos compactos até opções premium. A diversidade de fabricantes e a distribuição geográfica dos pontos de venda facilitam o acesso do consumidor e ampliam a competitividade do mercado local.
Cresce número de eletropostos no DF
A infraestrutura de recarga também se destaca. O DF conta com 1.047 eletropostos ativos, sendo 575 de corrente alternada (AC) e 472 de corrente contínua (DC), o que garante cobertura ampla e capacidade de atendimento em diferentes regiões. A presença de eletropostos em áreas comerciais, condomínios, estacionamentos públicos e privados reforça a segurança do consumidor e reduz barreiras de adoção.
Com incentivos fiscais, rede comercial diversificada e infraestrutura consolidada, Brasília sustenta ritmo acelerado de adesão aos eletrificados e se posiciona como referência nacional em eletromobilidade, mantendo protagonismo proporcional e ampliando sua participação no mercado brasileiro.
BRASILIANAS | Cerrado Cultural abre programação de férias com oficinas gratuitas para crianças e famílias
Oficina de máscaras, com Raylton PargaCrédito: Divulgação/O Cara da Comunicação
A Cerrado Cultural inicia hoje sua primeira programação de férias, oferecendo duas oficinas gratuitas voltadas para crianças e suas famílias ao longo do mês de julho. A proposta é criar momentos de convivência, imaginação e experimentação artística dentro do espaço cultural localizado no Lago Sul.
A primeira atividade acontece hoje, 7 de julho, das 14h30 às 16h, com a Oficina de Máscaras, conduzida pelo artista Raylton Parga. O encontro propõe a construção livre de personagens e formas a partir de materiais simples, estimulando a criação compartilhada entre crianças e adultos. A atividade integra práticas lúdicas e visuais, convidando o público a transformar elementos cotidianos em objetos expressivos.
Oficina de aquarela, com Débora Passos | Foto: Divulgação/O Cara da Comunicação
Na próxima semana, em 14 de julho, também das 14h30 às 16h, a artista e arte-educadora Débora Passos ministra a Oficina de Aquarela Botânica. A tinta utilizada é produzida a partir da buganvília presente no jardim da Cerrado Cultural, conectando o processo artístico ao espaço da instituição. A oficina propõe que pais e filhos criem juntos uma imagem-memória inspirada na visita às exposições e ao jardim, por meio da observação da natureza e da experimentação com aquarela.
As oficinas são gratuitas, têm vagas limitadas e recebem 15 crianças a partir de cinco anos, cada uma acompanhada por um adulto responsável, totalizando até 30 participantes por encontro. As inscrições devem ser feitas pelo formulário disponível na bio do Instagram da Cerrado Cultural (@cerrado.galeria).
A Cerrado Cultural fica na SHIS QI 05, Chácara 10, Lago Sul, Brasília.
Rede robusta impulsiona avanço dos elétricos
A expansão da eletromobilidade no DF é sustentada por incentivos fiscais e por uma rede comercial ampla, que reúne sete marcas e 14 pontos de venda distribuídos em regiões estratégicas. A isenção total de IPVA prevista na Lei nº 7.028/2021 permanece sem prazo definido e vale para modelos 100% elétricos e híbridos, incluindo versões plug-in, além de atender veículos seminovos já registrados na unidade federativa. Sem limite de valor venal, o DF concede alíquota zero tanto para modelos de entrada quanto para veículos de maior porte. A estrutura comercial local reúne fabricantes como BYD, GWM, Geely, Volvo, Chevrolet, JAC Motors e MG Motor, com lojas concentradas no SIA, SAAN, Asa Norte, Park Sul, Aeroporto, Cidade do Automóvel e Taguatinga. A infraestrutura de recarga também se destaca, com 1.047 eletropostos ativos, sendo 575 de corrente alternada e 472 de corrente contínua. A presença diversificada de marcas e a ampla cobertura de recarga fortalecem o mercado regional e mantêm Brasília entre os centros de maior penetração proporcional do país.
BRASILIANAS | 'Indústria do DF tem potencial para avançar', avalia Janine Brito
A empresária Janine Brito, presidente do LIDE Mulher BrasíliaCrédito: Divulgação/Proativa Comunicação
Os dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA-Empresa), divulgada pelo IBGE, mostram que a indústria do Distrito Federal emprega mais de 35 mil pessoas, reúne 1.529 unidades industriais com cinco ou mais trabalhadores e movimentou R$ 10,9 bilhões em receita líquida de vendas em 2024.
Embora os números confirmem a relevância do setor, a empresária Janine Brito, presidente do LIDE Mulher Brasília, avalia que o principal ponto do levantamento é a evidência de que o DF possui potencial ainda subaproveitado para ampliar sua participação na economia regional.
Segundo Janine, o desempenho da fabricação de alimentos — segmento que lidera empregos, salários, receita e valor da transformação industrial — e das atividades ligadas à construção civil revela que o mercado local tem capacidade de expansão. Para ela, esses setores mostram que o DF possui base produtiva sólida, mas ainda distante de seu potencial máximo.
A participação de apenas 3,2% do Distrito Federal no Valor da Transformação Industrial da Região Centro-Oeste, frente aos 43,4% de Goiás, 27,3% de Mato Grosso e 26,2% de Mato Grosso do Sul, reforça essa leitura.
'Precisamos de ambiente favorável', afirma
A empresária destaca que a indústria é um dos pilares da economia por movimentar cadeias de fornecedores, serviços e comércio, gerando efeitos positivos em diversos segmentos. Para que o DF avance, Janine defende políticas públicas voltadas à inovação, infraestrutura, atração de investimentos e fortalecimento das cadeias produtivas locais.
“Temos setores consolidados e espaço real para crescer. Precisamos criar um ambiente cada vez mais favorável para quem produz, investe e gera empregos no Distrito Federal”, afirma.
Para ela, o levantamento do IBGE não apenas confirma a importância da indústria brasiliense, mas também aponta oportunidades estratégicas para ampliar a atividade produtiva e diversificar a economia regional.
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