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BRASILIANAS | Ex‑secretário de Ibaneis volta ao foco de investigações por corrupção

Ação do MP e PCDF investiga suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro no DF -- Ex-gestor, que foi estratégico na gestão do ex-governador do MDB, acumula condenações e segue recorrendo na Justiça

BRASILIANAS | Ex‑secretário de Ibaneis volta ao foco de investigações por corrupção
Ferraz ocupou cargos estratégicos na gestão do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), Crédito: Agência Brasília

A Operação Black-Tie, deflagrada ontem pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), recolocou o ex-secretário de Economia Ney Ferraz no centro de uma investigação criminal sobre suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa envolvendo agentes públicos e particulares.

A apuração começou em fevereiro de 2025, após a identificação de movimentações financeiras e patrimoniais consideradas incompatíveis com a capacidade econômica formalmente conhecida de alguns investigados.

Nesta quarta-feira (17), foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em imóveis de Planaltina e do Noroeste, além do Anexo do Palácio do Buriti -- onde os policiais apreenderam um pen drive na mesa de trabalho de Luiz Carlos de Sousa, assessor especial da Secretaria de Economia.

Ele recebe salário de R$ 13 mil e também é conselheiro do Fundo de Apoio ao Esporte, com remuneração adicional de R$ 2 mil.

O nome Black-Tie faz referência à compra de roupas de alto padrão pagas em espécie, um dos elementos que chamou a atenção dos investigadores e levou ao aprofundamento da apuração, que segue sob sigilo judicial.

Em nota, a Secretaria de Economia informou que o mandado se refere a servidor vinculado à gestão anterior, que a ação foi restrita à estação de trabalho dele e que aguarda mais informações para adotar providências administrativas, mantendo colaboração integral com as autoridades.

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O ex-secretário de Economia do DF Ney Ferraz, que já havia sido condenado por lavagem de dinheiro e ocultação de bens | Foto: Divulgação/CLDF

Operação Black-Tie reacende pressão sobre Ney Ferraz e seu histórico de condenações

Alvo da Operação Black-Tie, o ex-secretário de Economia do DF Ney Ferraz volta ao centro das investigações em um momento em que já responde a condenações relevantes na Justiça.

Servidor público federal do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ferraz ocupou cargos estratégicos na gestão do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), entre eles a presidência do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (INAS) e do Instituto de Assistência à Saúde do Servidor (IPrev), além das secretarias de Planejamento, Orçamento e Administração e de Economia.

Em fevereiro do ano passado, ele e a esposa foram condenados por lavagem de dinheiro e ocultação de bens em apuração ligada ao período em que presidiu o instituto previdenciário entre 2019 e 2022.

Em julho, o Tribunal de Justiça do DF reformou a decisão e ampliou a pena para nove anos e nove meses por corrupção e lavagem de dinheiro, apontando o recebimento de cerca de R$ 1,6 milhão em propina.

Após a condenação em segunda instância, Ferraz pediu exoneração da Secretaria de Economia e afirmou que recorreria ao Superior Tribunal de Justiça.

A inclusão de seu nome entre os investigados da Black-Tie, que apura suposto esquema de corrupção e lavagem envolvendo agentes públicos e particulares, aumenta a pressão sobre sua trajetória no governo e reforça o impacto político das apurações em curso no Distrito Federal.