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BRASILIANAS | Inflação em Brasília acelera e fica acima da média nacional em maio

Alta nos alimentos e na energia pressiona custo de vida e muda ritmo dos preços no DF

BRASILIANAS | Inflação em Brasília acelera e fica acima da média nacional em maio
Tomates e batatas estão entre os vilões da inflação de abril de 2026, diz IBGE Crédito: Internet

A inflação voltou a ganhar força em Brasília e passou a crescer em ritmo mais acelerado que o nacional. Em maio de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou alta de 0,63% na capital federal, acima da taxa de 0,58% no país.

O avanço representa uma mudança de ritmo em relação a abril, quando o índice local havia sido de 0,16%, e acende um sinal de pressão concentrada em itens essenciais. No acumulado do ano, Brasília registra alta de 2,52%, abaixo dos 3,20% nacionais. Em 12 meses, o índice chega a 4,11%, também inferior à inflação do país, de 4,72%. A leitura é de que o movimento de alta é mais recente e localizado, mas já começa a afetar o custo de vida no curto prazo.

O principal vetor da inflação em maio foi o grupo alimentação e bebidas, com alta de 1,36% e maior impacto no índice. Produtos básicos puxaram o resultado, como batata-inglesa, que disparou mais de 30%, tomate, leite longa vida e refeições fora de casa. O comportamento desses itens reforça uma tendência recorrente: a inflação de alimentos volta a aparecer como pressão direta sobre o orçamento diário das famílias.

Outro ponto de atenção foi o custo da energia elétrica, que avançou com a adoção da bandeira tarifária amarela, elevando o grupo habitação. O impacto se soma a reajustes em aluguel e gás de botijão, ampliando o peso das despesas fixas. Na prática, isso reduz a margem de ajuste no orçamento doméstico, já que esses são gastos menos flexíveis.

Na contramão, o grupo transportes registrou leve queda, ajudando a conter o índice geral. Houve redução em itens como passagem aérea, combustíveis e etanol, o que funcionou como fator de alívio parcial no mês. Ainda assim, o efeito não foi suficiente para compensar a pressão concentrada em alimentos e habitação.

O resultado de maio indica uma inflação com perfil mais sensível ao dia a dia do consumidor. Diferentemente de períodos em que o avanço dos preços se distribui de forma mais ampla, a alta recente se concentra em itens essenciais, com impacto direto na percepção do custo de vida. No curto prazo, o comportamento desses grupos tende a influenciar tanto o consumo quanto a dinâmica de preços nos próximos meses no Distrito Federal.