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BRASILIANAS | DF 360º avança e redesenha a vigilância nas ruas do DF

Plataforma reúne câmeras públicas e privadas e acelera resposta a ocorrências em todo o DF -- A meta é alcançar entre 10 mil e 20 mil pontos de vigilância -- Portaria detalha regras para integração de câmeras privadas ao DF 360º -- Norma define critérios técnicos, etapas de adesão e limites de uso das imagens

BRASILIANAS | DF 360º avança e redesenha a vigilância nas ruas do DF
Hoje, o sistema está com 2.403 câmeras, mas a meta é 10 mil Crédito: Tony Oliveira/Agência Brasília

Três meses após ser lançado, o DF 360º começa a consolidar uma mudança estrutural na política de vigilância do Distrito Federal. A plataforma integra câmeras públicas e privadas em um único ambiente operacional e permite que ocorrências registradas pelas forças de segurança apareçam no painel em até 30 segundos. A partir desse ponto, o sistema identifica equipamentos próximos e cria um mapa dinâmico que orienta o deslocamento das equipes. A lógica rompe com o modelo fragmentado que marcou o monitoramento urbano por décadas e inaugura uma fase de integração entre órgãos que historicamente operavam com bases de dados isoladas.

O DF 360º se insere em um movimento mais amplo de modernização da segurança pública no DF, que nos últimos anos passou a investir em georreferenciamento, análise preditiva e integração de fluxos de informação. A plataforma amplia essa estratégia ao permitir que Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Detran e Polícia Penal acessem as mesmas imagens em tempo real, reduzindo o tempo de resposta e padronizando protocolos de atuação.

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O secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília
Expectativa é de 10 mil a 20 mil câmeras

A expansão da rede já está em curso. A Secretaria de Segurança Pública negocia a entrada de milhares de câmeras da Saúde, Educação e Mobilidade, o que deve elevar o sistema para um patamar entre 10 mil e 20 mil equipamentos. A expectativa é que o DF 360 se torne um cercamento virtual capaz de antecipar riscos, identificar padrões de movimentação e apoiar ações preventivas.

O avanço ocorre em um cenário em que o Distrito Federal lidera o ranking nacional de segurança, segundo o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A plataforma também fortalece a participação comunitária por meio dos Conselhos de Segurança, que indicam pontos críticos, sugerem ajustes e ajudam a direcionar a instalação de novos equipamentos. A combinação de tecnologia, integração institucional e participação social coloca o DF em uma rota de modernização que tende a influenciar outras capitais nos próximos anos.

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A Central da controle da Secretaria de Segurança Pública avalia as diversas câmeras | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

Portaria regulamenta integração de câmeras privadas ao DF 360 e define limites de uso

A Portaria nº 19, de 23 de fevereiro de 2026, estabelece as regras para que câmeras privadas sejam integradas ao DF 360 e cria um marco regulatório para a expansão da rede de vigilância do Distrito Federal.

O texto autoriza a participação de condomínios, estabelecimentos comerciais, universidades, agências bancárias e entidades da sociedade civil organizada, desde que os equipamentos estejam voltados para áreas públicas ou de acesso comum. A norma também define requisitos mínimos de resolução, armazenamento e transmissão, criando um padrão técnico que busca garantir qualidade e estabilidade na integração.

A portaria proíbe a inclusão de câmeras direcionadas a ambientes estritamente privados, em conformidade com a legislação de proteção à privacidade. A regra responde a um debate que acompanha iniciativas de videomonitoramento em todo o país: como ampliar a rede sem comprometer direitos individuais. No DF, a solução foi estabelecer limites claros e vincular o uso das imagens exclusivamente à segurança pública, sob as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

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Câmeras de áreas pública poderão se conectar ao sistema DF 360º | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília
Como fazer a adesão

O processo de adesão ocorre em quatro etapas: cadastro junto à Secretaria de Segurança Pública, homologação técnica, assinatura do Termo de Cessão de Imagem e integração do sistema. Nos casos em que o monitoramento é operado por empresa terceirizada, é necessária a apresentação de documentação adicional. A estrutura busca garantir rastreabilidade e controle sobre o fluxo de imagens, evitando que dados circulem sem supervisão.

A regulamentação consolida o modelo de integração adotado pelo DF e cria um ambiente jurídico estável para a entrada de novos participantes. A expectativa é que a norma acelere a expansão da rede e permita que o DF 360 avance de forma coordenada, com padrões técnicos uniformes e mecanismos de proteção de dados que acompanhem o crescimento da plataforma. A portaria também abre espaço para que setores organizados da sociedade civil participem da política de vigilância, ampliando o alcance do sistema sem depender exclusivamente de investimentos públicos.