Celina Leão autoriza adesão ao regime federal de subvenção
Medida busca conter impacto da alta internacional do combustível
Sindicombustíveis pede garantia de repasse ao consumidor
A governadora Celina Leão (PP) sancionou a lei que autoriza o Distrito Federal a participar do regime federal de subvenção ao diesel, iniciativa que pode reduzir o preço do combustível em até R$ 1,20 por litro.
A Lei nº 7.865 permite que o GDF coopere financeiramente com a União para compensar parte do custo do diesel importado. O modelo prevê divisão igualitária da subvenção: metade bancada pelos estados que aderirem e metade pela União. No caso do DF, o aporte estimado é de até R$ 11,6 milhões em dois meses, valor que será descontado do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal.
O programa foi criado após a elevação do preço internacional do diesel importado, que registrou alta próxima de 20% em razão de tensões externas e instabilidade no mercado global. O governo local avalia que a adesão é necessária para evitar repasses imediatos ao consumidor e reduzir pressões sobre setores que dependem diretamente do combustível, como transporte público, logística e abastecimento.
A regulamentação operacional deve ser concluída nos próximos dias. A partir dela, distribuidoras e revendas poderão ajustar margens e iniciar a aplicação gradual da redução prevista. O GDF acompanha o cenário internacional para avaliar a duração da medida e seus impactos fiscais.
Setor cobra adesão das distribuidoras
A sanção da Lei nº 7.865 abriu espaço para a subvenção ao diesel no DF, mas o setor de combustíveis alerta que a redução só será percebida nas bombas se as distribuidoras aderirem ao plano nacional.
O Sindicombustíveis DF afirma que a decisão do GDF atende à demanda da população por preços mais baixos, mas destaca que a efetividade da medida depende da participação das distribuidoras. Para o presidente da entidade, Paulo Tavares, o alinhamento entre todos os elos da cadeia é essencial para que o desconto previsto chegue ao consumidor final.
Consumo elevado e pressão sobre custos
O sindicato lembra que o DF tem consumo expressivo de diesel, especialmente por causa do transporte coletivo e da atividade logística. Esse volume amplia o impacto de oscilações internacionais e exige acompanhamento permanente do orçamento local. A entidade ressalta que a adesão ao programa federal envolve compensações financeiras e precisa ser monitorada caso o cenário internacional permaneça instável.
A expectativa é que a regulamentação operacional seja concluída rapidamente, permitindo que o mercado ajuste margens e repasses ao longo das próximas semanas. O setor avalia que a adesão das distribuidoras será determinante para que a redução prevista se materialize nas bombas.