Defesa Civil inicia Plano de Redução de Riscos em BP

Iniciativa vai mapear áreas de risco e definir ações preventivas da Defesa Civil

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Secretaria de Defesa Civil de Barra do Piraí iniciou, na segunda-feira (6), os trabalhos do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). A medida ocorre após a participação da pasta no II Seminário Nacional de Avaliação de Alertas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), realizado entre os dias 1º e 3 de julho, em São José dos Campos (SP). A iniciativa irá mapear áreas suscetíveis a deslizamentos e inundações e orientar ações preventivas em todo o município.

O seminário reuniu representantes da Defesa Civil Nacional, de estados e de municípios de todo o país para discutir estratégias de monitoramento, emissão de alertas e gestão de riscos. O encontro também marcou os 15 anos do Cemaden, criado após as tragédias provocadas pelas fortes chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro, em 2011.

Logo após o retorno do seminário, a Defesa Civil realizou a primeira reunião pública do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), elaborado por meio de uma parceria entre o Ministério das Cidades, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal Fluminense (UFF).

De acordo com a Secretaria, Barra do Piraí está entre os poucos municípios contemplados pelo programa federal e é o único do Sul Fluminense a desenvolver o plano. Durante o encontro, realizado na antiga Estação Ferroviária, foi apresentado o cronograma das atividades e instituído o Comitê Gestor, responsável por acompanhar todas as etapas da execução do projeto.

O PMRR prevê um amplo levantamento técnico das áreas de risco geológico e hidrológico do município, identificando locais sujeitos a deslizamentos e alagamentos. A partir desse diagnóstico, serão propostas medidas para reduzir ou eliminar os riscos, incluindo intervenções estruturais quando necessárias.

Além das equipes técnicas, formadas por especialistas da UFRJ e da UFF nas áreas de geologia, hidrologia, engenharia e gestão de riscos, o plano contará com a participação das comunidades. Os moradores contribuirão na identificação de pontos críticos, na indicação de áreas com histórico de ocorrências e na construção de rotas de fuga, pontos de apoio e outras estratégias de prevenção.