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INB tem avanço em expansão da produção de urânio

Ampliação marca primeiro ano da gestão de Tomás Albuquerque

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Presidente destaca avanços em projetos estratégicos, parcerias e preparação para o crescimento do setor nuclear brasileiro

A ampliação da produção nacional de urânio, a atração de investimentos e o fortalecimento da capacidade produtiva da Indústrias Nucleares do Brasil (INB) marcaram o primeiro ano de gestão de Tomás Albuquerque, que assumiu a presidência da empresa em 20 de outubro de 2025. Nesse período, a companhia destaca que avançou na estruturação de parcerias com o setor privado, no planejamento da expansão das operações em Caetité (BA) e na preparação de seu quadro de profissionais para atender às perspectivas de crescimento do Programa Nuclear Brasileiro.

"O Plano Nacional de Energia (PNE) 2055 projeta a possibilidade de expansão da capacidade instalada de geração nucleoelétrica no Brasil dos atuais cerca de 2 GW para até 14 GW. É nesse cenário que a energia nuclear ganha relevância estratégica para a diversificação da matriz elétrica e a segurança energética do país, aumentando as perspectivas de crescimento da INB", projeta o presidente.

Um dos principais marcos deste primeiro ano foi tirar o Programa Pró-Urânio do papel, desenvolvido em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar). Em agosto de 2026, foi homologado o consórcio responsável pelos estudos que vão definir modelos de negócios para viabilizar investimentos privados em pesquisa e lavra de urânio no Brasil. As propostas deverão ser apresentadas até o segundo trimestre de 2027.

"Precisamos estruturar parcerias que deem segurança aos investidores e, ao mesmo tempo, preservem os interesses nacionais. Esse é um caminho fundamental para fortalecer nossa capacidade de produção e reduzir a dependência externa", afirma Albuquerque.

O programa contempla estudos geológicos, jurídicos, regulatórios, econômico-financeiros e socioambientais, que vão subsidiar a definição dos modelos de parceria.

Planejamento

Na Unidade de Concentração de Urânio (URA), em Caetité (BA), a INB avançou no planejamento para alcançar a autossuficiência na produção de concentrado de urânio, matéria-prima utilizada na fabricação do combustível nuclear.

O plano considera uma primeira etapa de produção de 200 toneladas de concentrado de urânio, além de cenários futuros de 450 e 800 toneladas, condicionados ao aprofundamento das pesquisas geológicas, à implantação de infraestrutura e às autorizações necessárias.

Durante visitas à unidade, o presidente acompanhou áreas previstas para novas pesquisas e discutiu com gestores e empregados os projetos de curto e médio prazos voltados à ampliação da capacidade produtiva.

Outro avanço foi a terceira renovação da Licença de Operação da unidade, concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em setembro de 2026, com validade de dez anos. A licença autoriza a continuidade das atividades previstas no licenciamento ambiental, incluindo a lavra na Mina do Engenho e o beneficiamento do minério, mediante o cumprimento das condicionantes ambientais.

A articulação, junto à ENBPar, de um aporte financeiro de quase R$ 100 milhões, foi outro passo significativo para impulsionar investimentos na modernização da infraestrutura industrial da INB, como na renovação das cascatas de ultracentrífugas da unidade de enriquecimento de urânio e à modernização da Fábrica de Combustível Nuclear, ambas em Resende (RJ), além de melhorias na infraestrutura produtiva da unidade de mineração em Caetité (BA).

Presença internacional

A busca por parcerias e investimentos também ganhou espaço na agenda internacional da INB. Em março, a empresa participou pela primeira vez do PDAC 2026, no Canadá, um dos principais encontros mundiais do setor mineral. Durante o evento, a companhia estabeleceu contatos com delegações e empresas interessadas no potencial brasileiro para a prospecção de minérios, ampliando o diálogo com investidores e representantes do mercado internacional.

Paralelamente às iniciativas de expansão, a INB manteve suas atividades industriais voltadas ao fornecimento de combustível para as usinas nucleares brasileiras. Na Fábrica de Combustível Nuclear (FCN), em Resende (RJ), um dos marcos de 2026 foi a montagem e certificação, em julho, do primeiro elemento combustível destinado à 22ª recarga de Angra 2.