Steinbruch é convocado por CPI e aumenta pressão sobre Jockey Club de São Paulo
Além do presidente da CSN, Marconi Perillo e Abrão Assam Filho também foram chamados
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Jockey Club da Câmara Municipal de São Paulo aprovou, nesta terça-feira (11), convites para que membros do conselho fiscal e da presidência do clube prestem esclarecimentos. Entre eles, Benjamin Steinbruch, que comanda a Companhia Siderúrgica Nacional e já presidiu o Jockey Club. Foram convidados ainda o ex-governador e atual candidato ao governo de Goiás, Marconi Perillo, e Abrão Assam Filho, membro efetivo do Conselho Fiscal do Jockey. Perillo é ex-membro do Conselho de Administração da instituição.
A CPI investiga a regularidade fiscal e imobiliária das atividades do Jockey Club de São Paulo, a gestão de débitos tributários, a alienação de potencial construtivo e a atuação do Poder Público. Os requerimentos foram apresentados pelo presidente da comissão, vereador Gilberto Nascimento (PL) Também participaram da sessão desta terça-feira, dia 11, os vereadores Sansão Pereira (Republicanos), Guilherme Corrêa (União Brasil), Roberto Tripoli (PV) e Kenji Ito (Podemos).
No início de junho, a CPI realizou ouviu representantes de empresas que possuem vínculo com o Jockey por meio de contrato de restauro, como a Construtora Biapó, Elysium Sociedade Cultural e Partifib Projetos Imobiliários. O primeiro a depor foi Manoel Garcia Filho, sócio e fundador da Construtora Biapó. A empresa atua no mercado especializado voltado ao restauro artístico e de edificações históricas há 35 anos. Ele afirmou durante o encontro não possuir qualquer relação com o Jockey Club e que conhece representantes da Elysium Sociedade Cultural, empresa investigada por emitir nota duplicada em contratos com o clube da cidade.
Na sequência, participou Fernando José Moniz de Câmara, representante da Partifib Projetos Imobiliários Consolação, empresa da família Steinbruch. Diretor de Projetos e Construção, ele deixou claro não poder responder a alguns questionamentos por ser de uma área técnica da empresa e não estar à frente das negociações com o Jockey Club.
Segundo Fernando, em dezembro de 2019, o Jockey recebeu R$ 9 milhões da Partifib Projetos Imobiliários e quem presidia o Jockey Club de São Paulo era Benjamin Steinbruch. O diretor entendeu não haver conflito de interesses e acredita que o Jockey, como entidade, deveria se explicar.
Por fim, foi ouvida Giulyane Nogueira Gomes, representante legal da Elysium Sociedade Cultural e responsável pelos contratos com o Jockey Club. Na época, ela participou de forma remota e explicou que trabalhou por 12 anos na empresa, mas deixou o cargo de diretora-executiva no começo do ano por motivos pessoais.