CSN prepara balanço do primeiro trimestre

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O balanço com os resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) da CSN será divulgado na próxima semana: dia 06 de maio. No mesmo dia, após o fechamento do mercado, saem os números da CSN Mineração, também relativos a esse período. A divulgação ocorre em meio ao momento extremamente crítico enfrentado por Benjamin Steinbruch, empenhado em convencer o mercado de que os planos para reduzir o endividamento bilionário da holding avança. Na esteira da venda de ativos, está o controle da CSN Cimentos, que começa a receber propostas no próximo dia 08, após o Grupo Siderúrgico estar com a situação financeira do primeiro trimestre deste ano exposta.

As negociações do controle da segunda maior produtora de cimento do Brasil envolvem cifras da ordem de mais de R$ 10 bilhões. Na lista de possíveis interessados, Votorantim e J&F, as chinesas Anhui Conch Cement, Huaxin Cement e Sinoma International. A intenção do conglomerado é conseguir fechar um bom negócio com a venda ainda de uma parte da unidade de logística e, dessa forma, abocanhar até R$ 18 bilhões.

Os R$ 18 bilhões que a CSN pretende conseguir com a venda de ativos tem destino certo: reduzir a dívida do Grupo CSN. E mais: Steinbruch precisa mostrar ao mercado que os planos de desalavanagem divulgados, em janeiro, serão colocados em prática. Especialistas continuam céticos com relação às medidas anunciadas pela empresa, com alto índice de endividamento. Estimativas da Polo Capital apontam que a empresa pode encerrar 2026 com cerca de R$ 50 bilhões em dívida, diante de uma posição de caixa estimada em R$ 9 bilhões.

Outro ponto que pesa contra a CSN é a sequência de rebaixamento de notas de crédito por agências de classificação de risco, entre fevereiro e abril de 2026. Como uma espécie de efeito cascata, as notas rebaixadas levaram investidores - principalmente os estrangeiros - a colocarem o pé no freio e temerem movimentos, mesmo os com o menor risco.