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Construtora ligada a Renato Araújo está na mira da PF

Empresa está sob investigação e teria desviado em torno de R$ 16 milhões

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Renato Araújo foi impedido de usar sobrenome Bolsonaro na urna na eleição de outubro

A construtora Bravo Araújo ligada ao empresário Renato de Araújo Corrêa, de Angra dos Reis-RJ, na região da Costa Verde, está na lista de empresas investigadas pela Polícia Federal (PF), Polícia Civil e pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ). As apurações são referentes a um possível desvio de R$ 16 milhões, que teriam sido liberados para reformas de 15 escolas públicas estaduais do Rio.

Em agosto, mais precisamente no dia 13, a empresa, com sede em Angra dos Reis, foi alvo de mandado de busca e apreensão justamente por conta de inquérito da Polícia Civil sobre suspeita de fraudes em escolas públicas, como revelou a Folha de São Paulo. Na ocasião, a empresa não quis comentar as buscas feitas pela Polícia Federal. Em maio, entretanto, a construtora havia declarado ao jornal que "apresentou propostas de preços em estrita conformidade com os critérios técnicos exigidos e que as contratações foram desdobramento natural de sua trajetória comercial, anterior a qualquer vínculo político".

O caso também foi alvo de medidas do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), que determinou, em abril deste ano, a suspensão de pagamentos da Bravo Construções devido às investigações e suspeitas de irregularidades. As apurações levantam questionamentos sobre a contratação e a execução dos serviços nas escolas estaduais.

Outro ponto que é avaliado pelos órgãos envolvidos nas investigações é o fato de a Bravo Construções está registrada em nome de Tainá Nóbrega de Souza. Detalhe: ela é mulher do empresário Renato Araújo. E mais: até 2024, no ano passado, ele integrava o quadro societário da construtora e aparecia nos contratos firmados com órgãos públicos como diretor-geral.

TRE-RJ proíbe uso do sobrenome Bolsonaro na urna

Além das questões relacionadas à construtora, o empresário Renato Araújo enfrentou restrição na Justiça Eleitoral. O problema ocorreu quando ele definiu que pretendia utilizar nas urnas o nome "Renato Araújo do Bolsonaro". O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) determinou que o empresário escolhesse outro nome de urna. Ele concorreu a uma vaga de deputado federal, nas eleições de outubro, quando saiu derrotado.

Além do TRE-RJ, o Ministério Público Eleitoral (MPE) também se posicionou contra o pedido, argumentando que a expressão poderia levar os eleitores a acreditar que o candidato pertence à família do ex-presidente Jair Bolsonaro. O órgão também apontou o risco de confusão na identificação do candidato e de transferência de votos associados ao sobrenome do ex-presidente.

Diante dos questionamentos, a Justiça Eleitoral barrou o uso da expressão "do Bolsonaro", obrigando o empresário a adotar outra identificação para concorrer ao cargo. Apenas, Renato Araújo. Ou seja: seu nome.

Derrotado duas vezes

Renato Araújo também tem um histórico de derrotas nas urnas. Perdeu duas disputas eleitorais: uma candidatura à Prefeitura de Angra dos Reis, no pleito de 2024, quando Cláudio Ferreti foi eleito e ele foi derrotado.

A outra ainda está recente. Perdeu a disputa para deputado federal nas eleições de outubro. Em Angra dos Reis, sua principal base eleitoral, Renato Araújo teve 27.436 votos. A soma dos eleitores do candidato totalizou 27.436 votos.

O jornal tem espaço aberto para manifestação do empresário, caso ele queira se posiconar, além do que foi informado a respeito da empresa.