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Ato em Volta Redonda defende Lula no segundo turno

Coletivo é integrado por ativistas, jornalistas, psicólogos, designers, entre outros

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Ação reuniu moradores de todas as idades, afiliados a diferentes organizações

Em resposta aos resultados do primeiro turno das eleições, um grupo de moradores de Volta Redonda se organizou em diferentes iniciativas na intenção de virar votos na corrida para a presidência do Brasil a favor de Lula. Nesse intuito, surgiu o coletivo batizado de "VR pela Democracia", criado pelas jornalistas Isadora Ferreira e Jéssica Hilda.

Estabelecido no dia anterior à apuração do primeiro turno, nesta segunda (5), o coletivo reuniu mais de mil pessoas em seu canal oficial de comunicação em menos de 48 horas, registrando também o alcance de 100 mil no Instagram. O núcleo da organização inclui outros jornalistas, psicólogos, designers, fotógrafos, advogado e ativistas.

O coletivo, que afirma ser apartidário, critica as propostas de governo do candidato Flávio Bolsonaro, que liderou o primeiro turno com 47% de votos. Para o coletivo, algumas das ideias repercutidas pelo político representam um risco à soberania e à democracia.

Primeiro encontro presencial

O primeiro ato foi realizado na noite de quinta-feira (7), embaixo da Biblioteca Municipal, na Vila Santa Cecília. Foram reunidas mais de mil pessoas, como entre estudantes, professores, aposentados, profissionais da cultura, e representantes de organizações políticas e movimentos populares. Foram abertas inscrições para que os participantes tivessem tempos de fala em um microfone aberto.

Organizado inicialmente como uma plenária, uma passeata espontânea irrompeu em meio ao evento; os manifestantes saíram da Biblioteca, passando pela Praça Brasil e com ponto final na Praça Juarez Antunes. Ao passar em frente a estabelecimentos da Vila Santa Cecília, os protestantes relataram que alguns funcionários engajaram de forma positiva com a passeata, fazendo gesto de apoio.

Apoio local

Para o estudante Leonardo, que compareceu à manifestação por acreditar que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro possa levar o país a ter sua soberania ameaçada, as mobilizações em vias públicas são capazes de instigar outros eleitores a reconsiderar suas intenções de voto.

— Muita gente não gosta do Lula por conta de escândalos que ele acabou se envolvendo nos primeiros mandatos. Só que as pessoas vão ver essa quantidade de gente aqui na praça Juarez Antunes e vão pensar: "Por que que tem tanta gente aí? Por que tanta gente apoia esse candidato que eu não concordo?". Isso faz as pessoas pararem para refletir e entender que existe uma opção melhor do que a outra nesse cenário.

Os também estudantes Rodrigo e Paulo, que atuam em movimentos estudantis, pontuam que se organizar nas ruas é importante para demonstrar a força da população às lideranças políticas. "A classe trabalhadora e os estudantes não conseguem nada "de mão beijada". A gente só consegue conquistar nossas reivindicações quando vamos às ruas. A pauta da escala 6x1 foi um exemplo disso", explica Rodrigo.

Paulo acrescenta que a ascensão de governos de extrema direita é ameaçadora para várias comunidades por se posicionar de forma contrária, por meio de discursos e políticas públicas, à existência de grupos minoritários ou pouco representados nos espaços políticos.

— Essa preparação pro segundo turno é de extrema importância para que a população veja que há um norte que pode ser construído. Essa questão não se encerra apenas nesse segundo turno, [ainda vamos] viver momentos muito sombrios também. A gente vai precisar dessa luta, dessa garra que a gente está tendo nesse momento para ir contra todo esse cenário que se apresenta nacionalmente e internacionalmente — conclui.

Próximos passos

A partir do encontro, o coletivo VR pela Democracia planeja promover uma série de ações, presencialmente e online, que sejam eficazes e respeitosas na busca pela virada de votos no segundo turno. O coletivo diz que as ações não têm foco no eleitorado de Flávio Bolsonaro, mas sim nos chamados "indecisos".