Eleitor do Rio terá dois votos para o Senado neste ano
Disputa reúne 16 candidatos para mandatos de oito anos no Congresso
Os eleitores do Rio de Janeiro terão duas escolhas para fazer quando chegar a vez do Senado Federal na urna eletrônica, em 4 de outubro. Neste ano, 16 candidatos disputam as duas vagas destinadas ao estado. Os eleitos terão mandato de oito anos.
A existência de duas vagas em disputa está ligada à composição do Senado. Cada estado e o Distrito Federal têm três representantes, independentemente do tamanho da população. Embora o mandato seja de oito anos, as eleições ocorrem a cada quatro, com renovação alternada de um terço e dois terços das 81 cadeiras. Em 2026, serão escolhidos 54 senadores em todo o país.
Na prática, o eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes. A eleição para o Senado segue o sistema majoritário, ou seja, os dois mais votados no estado ficam com as vagas, sem segundo turno.
O que faz um senador?
Senado e Câmara dos Deputados formam o Congresso Nacional e dividem uma série de atribuições, como discutir e votar projetos de lei, o Orçamento da União e fiscalizar atos do Poder Executivo. A diferença começa pela representação. Os deputados representam a população e, por isso, a quantidade de cadeiras varia conforme o estado. Já os senadores representam os estados, que têm o mesmo peso dentro da Casa: três parlamentares cada.
Além dessas funções compartilhadas com a Câmara, algumas decisões cabem exclusivamente ao Senado. Entre elas está a análise de indicações feitas pela Presidência da República para cargos como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), procurador-geral da República e presidente e diretores do Banco Central. Os indicados passam por sabatina e precisam ser aprovados pelos senadores antes de assumir as funções.
A Casa também tem papel central nos processos por crimes de responsabilidade. Cabe ao Senado, por exemplo, julgar o presidente da República após a Câmara autorizar a abertura do processo. Ministros do STF e o procurador-geral da República também podem ser processados e julgados pelo Senado nas situações previstas na Constituição.
As atribuições alcançam ainda a área econômica. Os senadores podem autorizar operações financeiras externas da União, dos estados e dos municípios. Senadores também participam de comissões que analisam propostas antes da votação em plenário.
Disputa pelas vagas do Rio
É para ocupar duas dessas cadeiras que 16 nomes entraram na disputa no Rio de Janeiro. A lista reúne parlamentares em exercício, políticos que já ocuparam diferentes cargos e candidatos sem experiência em mandato eletivo.
Concorrem André Monteiro (Democrata), Benedita da Silva (PT), Carlos Jordy (PL), Carlos Portinho (PL), Helio Secco (Missão), Luciano Mattos (PRTB), Luiz Eugênio (PCO), Marcelo Crivella (Republicanos), Marcos Dias (Podemos), Michelly Xavier (UP), Monica Benicio (PSOL), Ó Clemente (Democrata), Paula Falcão (PSTU), Pedro Paulo (PSD), Vinicius Benevides (UP) e Waguinho (Republicanos).
Entre os concorrentes estão nomes que já passaram pelo próprio Senado. Benedita da Silva exerceu mandato na Casa entre 1995 e 1998, enquanto Marcelo Crivella foi senador entre 2003 e 2018. Carlos Portinho ocupa atualmente uma das três cadeiras do Rio e tenta permanecer no cargo.
Os dois mais votados assumirão as vagas em 2027. Com mandato até 2035, os futuros senadores participarão das decisões do Congresso ao longo dos próximos oito anos.