Raone Ferreira propõe proibição de divulgação de bets em VR
Ação prevê multa por descumprimento e valores serão destinados à prevenção
O vereador de Volta Redonda, Raone Ferreira (PT), utilizou suas redes sociais para confirmar que protocolou um Projeto de Lei que proíbe a veiculação de propagandas de plataformas de apostas online e jogos de azar em espaços públicos e privados da cidade.
- O objetivo principal é claro: proteger a saúde mental da nossa população, especialmente de crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade. O avanço desenfreado dessas propagandas tem gerado impactos sociais graves, estimulando o vício e comprometendo o orçamento e o bem-estar das famílias - disse.
Ainda, segundo o vereador, o projeto prevê multa para quem descumprir e determina que os valores arrecadados sejam destinados a ações de prevenção, educação e tratamento do jogo patológico. "Precisamos combater a dependência digital e proteger a saúde mental das nossas famílias e jovens", pontuou.
R$ 2,2 bi anuais
Para se ter ideia, um levantamento com 1.024 pessoas da região metropolitana do Rio, entre os dias 22 e 25 de junho, mostra que R$ 2,2 bilhões são gastos anualmente com apostas online, recursos que deixam de circular na economia fluminense.
Os dados do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises indicam que o montante equivale a mais de três vezes a movimentação financeira estimada para as compras de Natal.
De acordo com a pesquisa, o gasto médio de cada apostador é de R$ 1,2 mil por ano e 22,7% dos moradores da região metropolitana do Rio, praticamente um em cada quatro entrevistados, já participou de apostas virtuais.
As bets esportivas aparecem como a modalidade mais popular, citadas por 60,9% das pessoas. Em seguida vem o chamado "tigrinho" e outros jogos virtuais de cassino, mencionados por 49,4% dos apostadores. Como a pergunta permitia múltiplas respostas, parte dos entrevistados afirmou participar de mais de um tipo de aposta.
O estudo destaca também um comportamento preocupante em relação à segurança das plataformas de apostas: 48,5% dos entrevistados que já apostaram afirmaram que não verificam se o site é legalizado antes de jogar.
*Com informações da Agência Brasil