Investigação sobre cão atropelado revela maus-tratos a animais

Câmeras de segurança ajudaram a identificar o veículo envolvido no caso

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Um homem foi identificado após atropelar um cão e fugir sem prestar socorro no bairro Padre Josimo, em Volta Redonda. O animal não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. O caso aconteceu na última segunda-feira (6) e foi divulgado na quinta (9).

O atropelamento foi registrado por câmeras de monitoramento e as imagens foram encaminhadas à Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Animal (SMPDA). Com apoio do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) - da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) -, foi possível identificar a placa do veículo envolvido e dar início às investigações.

A SMPDA registrou a ocorrência na 93ª Delegacia de Polícia (DP), no bairro Aterrado, e, durante as diligências, foi constatado que o veículo havia sido vendido dias antes do atropelamento. A partir das apurações, o atual proprietário, que é motorista de aplicativo, foi identificado e compareceu à delegacia para prestar esclarecimentos.

De acordo com a chefe de Fiscalização da SMPDA, Ana Cléia Andrade, o homem alegou não ter visto o animal e se colocou à disposição para fazer uma doação a uma instituição que atua no acolhimento e cuidado de animais.

"A iniciativa partiu dele e demonstra arrependimento pelo ocorrido, mas isso não interfere na responsabilização pelo atropelamento, que seguirá sendo apurado pelas autoridades", afirmou.

SMPDA encontra
situação de maus-tratos

Após a identificação da placa do veículo envolvido no atropelamento, uma equipe da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Animal, com apoio da Semop, foi até o endereço vinculado ao automóvel para localizar o responsável. No local, no bairro Açude IV, os agentes constataram que o carro já havia sido vendido e que o morador não era o condutor que atropelou o cão.

Durante a diligência, porém, a equipe encontrou diversos animais em situação de maus-tratos e em condições irregulares. Foram apreendidos três calopsitas, duas codornas brancas, um coelho, um trinca-ferro, dois canários e quatro coleiros.

Segundo a SMPDA, o coelho, as calopsitas e as codornas apresentavam indícios de maus-tratos. Já o trinca-ferro e os quatro coleiros foram apreendidos por estarem sem a documentação obrigatória de autorização e registro junto ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Todos os animais foram recolhidos e encaminhados para os procedimentos de avaliação e cuidados necessários. O caso foi apresentado na delegacia, onde as medidas legais cabíveis estão sendo adotadas.