Caso de esfaqueamento em escola de Vassouras choca moradores

Violência aconteceu entre dois alunos da rede municipal

Por

Por Lanna Silveira e Isadora Ventura

Um caso de esfaqueamento em uma escola municipal de Vassouras gerou preocupação entre os moradores da cidade nesta segunda-feira (1°). O caso aconteceu na Escola Municipal Deputado José Bento Martins Barbosa, envolvendo dois estudantes adolescentes. O menor que foi agredido pelo outro teve ferimentos no braço e o estado de saúde é estável. O agressor foi apreendido e levado para a Delegacia de Polícia Civil de Vassouras. Após a vítima ser atendida e liberada do hospital, a mãe foi à delegacia fazer o registro de ocorrência.

Alguns responsáveis de alunos que estudam na instituição demonstraram insatisfação com o nível de segurança da escola após o ocorrido. Em comentários nas redes oficiais da Prefeitura, pais afirmaram que, desde o ano passado, foram feitos "inúmeros" pedidos de ajuda em relação à segurança da escola, onde teria sofrido outros casos graves de falta de segurança. Mais de um responsável também afirmou que a escola sequer tem um porteiro para acompanhar a entrada e saída de alunos. Eles também afirmam que tanto os alunos, quanto os próprios responsáveis, estão receosos em mandar os filhos para as aulas enquanto providências não sejam tomadas.

— Meu filho é da mesma turma do aluno que foi ferido. Só vou mandar ele para escola se tiver revista nós alunos. Todos. Espero que não venham com desculpas sobre a revista nos alunos. Se tivessem feito essa revista, esse fato poderia ter sido evitado. E não é a primeira vez que um aluno entra armado na escola, que nem porteiro tem — afirmou um responsável.

Uma mãe entrevistada pelo Correio Sul Fluminense contou para a redação que só teve conhecimento do ocorrido quando seu filho, que estuda na escola, chegou nervoso em casa contando sobre o esfaqueamento. Ela também afirma que não culpa a direção da escola pelo acontecimento, nem pelo contexto geral de falta de segurança, esperando uma atitude da Prefeitura para resolver esses problemas. De acordo com todos os relatos, ainda não se sabe a possível motivação do aluno que cometeu a violência.

— A história não tá descendo até agora, é inacreditável, surreal. Agora, [os pais estão] com medo de mandar as crianças pra escola. Ainda não sabemos se tem mais alguém envolvido, o que se passou na cabeça do aluno. A gente ainda não sabe, exatamente, quais medidas a Prefeitura vai tomar; se vai colocar porteiro, se vai ter policiamento na escola. A gente também não sabe como vai afetar os nossos filhos psicologicamente — lamenta.

O jornal entrou em contato com a equipe da escola para questionar sobre suas normas de segurança e saber se medidas futuras serão tomadas após o incidente. Não houve retorno até o fechamento desta edição; o pronunciamento será publicado assim que enviado.

Pronunciamento público

A Prefeitura de Vassouras publicou, no mesmo dia, uma manifestação sobre o caso. Em nota, a Prefeitura informa que está tomando todas as providências necessárias para garantir o atendimento imediato da vítima e o acionamento das autoridades competentes. A equipe também informa estar acompanhando o caso de forma "rigorosa" e irá colaborar com as investigações, oferecendo quaisquer informações e suporte necessários.

— Não mediremos esforços para prestar assistência à criança e à sua família neste momento delicado. A proteção, a segurança e a integridade de nossos alunos são prioridades absolutas e valores inegociáveis para a administração municipal — acrescentou a equipe. A redação segue apurando o caso em busca de atualizações.