Modelo de Lei Seca comprova eficácia no RJ
Por Redação
O modelo de atuação instituído pela Operação Lei Seca fluminense, incluindo o modo de operar nas blitzes, já é adotado por mais da metade dos estados brasileiros. A inspiração nacional tem um bom motivo: política pública de combate a acidentes resultantes da combinação entre álcool e direção, o programa, vinculado à Secretaria de Estado de Governo, completou 17 anos de funcionamento, firmando-se como uma das principais iniciativas de segurança no trânsito do país.
Desde a sua criação, em 2009, as ações de fiscalização de alcoolemia já abordaram quase 5 milhões de motoristas, o equivalente, por exemplo, a mais de 60 maracanãs lotados. Ao longo desse período, mais de 42,6 mil operações foram realizadas de Norte a Sul do estado, com a aplicação de mais de 4,5 milhões de testes de etilômetros nas ruas.
O empenho do Estado por meio da Operação Lei Seca se traduz em diversos benefícios, especialmente na redução de pelo menos 40% nos números de acidentes e vítimas. Mais de 360 mil ocorrências envolvendo consumo de álcool ao volante foram registradas pelas equipes da Lei Seca ao longo desses 17 anos, retirando das ruas motoristas que representavam perigo no trânsito.
Os resultados positivos também aparecem nos indicadores de segurança viária quando se compara o ano de 2008, período anterior à consolidação da Lei Seca, com os dados mais recentes de 2025. Nesse intervalo, o Estado do Rio registrou queda de mais de 21% na taxa de mortes no trânsito. A redução foi ainda mais expressiva no número de pessoas feridas em acidentes: a taxa caiu 38,6%.
A combinação entre fiscalização contínua e ações educativas foi fundamental para transformar o comportamento dos motoristas ao longo desses anos. Hoje, as blitzes da Lei Seca tornaram-se parte da rotina das cidades fluminenses e contribuem para reforçar a mensagem de que dirigir após consumir bebida alcoólica é uma conduta de alto risco e com consequências legais pesadas. A Operação atua em diferentes municípios do estado.