Maquiagem infantil exige cuidados no Halloween
Biomédica orienta sobre os riscos do glitter e das tintas inadequadas para as crianças
O Halloween é uma oportunidade para as crianças soltarem a imaginação com fantasias e maquiagens criativas. Mas, para que a diversão não termine em irritação na pele ou problemas nos olhos, os pais precisam estar atentos à escolha dos produtos e aos cuidados antes, durante e depois da aplicação. A biomédica Luciana Carleto alerta que nem todo produto usado para colorir a pele é seguro para essa finalidade e reforça a importância de priorizar maquiagens próprias para o público infantil.
Segundo a professora do curso de Biomedicina da Estácio, o primeiro cuidado é escolher produtos desenvolvidos especificamente para crianças, de marcas confiáveis e regularizados junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também é importante verificar se a maquiagem é indicada para a faixa etária e se pode ser aplicada na região desejada, especialmente no rosto e próximo aos olhos.
"É fundamental respeitar as instruções do fabricante e evitar produtos de procedência desconhecida, mesmo quando são vendidos como itens para fantasias. Produtos sem rótulo adequado, com informações ilegíveis ou sem procedência confiável devem ser evitados, pois embalagem atrativa, por si só, não é garantia de segurança", destaca Luciana.
Outro ponto importante é não utilizar maquiagens de adulto como substitutas de produtos infantis. De acordo com a profissional, a pele das crianças apresenta características próprias e os cosméticos infantis são desenvolvidos considerando essa faixa etária e a finalidade de uso. Maquiagens adultas podem conter fragrâncias, pigmentos e outros ingredientes capazes de provocar irritação ou sensibilização. O risco depende da formulação, da região de aplicação e da forma de uso.
Como identificar uma reação alérgica
Vermelhidão, coceira, ardência, ressecamento, descamação, pequenas lesões e inchaço estão entre os sinais mais comuns de alergia ou irritação provocadas pela maquiagem. Quando há contato com os olhos, a criança também pode apresentar lacrimejamento, vermelhidão ocular e desconforto.
A professora da Estácio alerta ainda que não se deve aplicar receitas caseiras ou medicamentos por conta própria: "Se os sintomas persistirem ou forem intensos, é necessário procurar atendimento médico. Dor ocular, alteração da visão, inchaço importante ou dificuldade para respirar exigem atendimento imediato".
Higiene também faz parte da prevenção
O compartilhamento de maquiagens e acessórios é outro cuidado importante. Batom, gloss labial, pincéis, esponjas e aplicadores podem acumular microrganismos e favorecer a transmissão de infecções, especialmente quando entram em contato com mucosas ou são utilizados sobre a pele irritada.
Após a festa, a maquiagem deve ser removida assim que possível, com água e um produto de limpeza suave, adequado à idade e à região de aplicação. É importante evitar esfregar a pele ou utilizar álcool, solventes e produtos esfoliantes para retirar pigmentos resistentes. Se necessário, os responsáveis podem aplicar um hidratante suave apropriado para a criança e observar a pele nas horas seguintes, já que algumas reações podem aparecer após a remoção.
Para a biomédica, o segredo é planejar a fantasia considerando a segurança desde a escolha dos produtos. Priorizar maquiagens infantis de procedência confiável, respeitar a faixa etária e as orientações de uso, supervisionar a aplicação e retirar os produtos ao final da festa são medidas simples que ajudam a prevenir problemas.