Aciap-BM leva à mesa discussão proposta sobre Floresta da Cicuta

Projeto de Lei do deputado Reimont propõe a ampliação da Área de Relevante Interesse Ecológico da unidade

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Aciap-BM debate assunto durante a reunião semanal da diretoria na sede da entidade em Barra Mansa

A Aciap BM debateu, durante a reunião semanal de sua diretoria, na segunda-feira (27), o Projeto de Lei nº 1.895/2026, do deputado federal Reimont (PT-RJ), que propõe a ampliação da Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) Floresta da Cicuta, de 131 para 1.231 hectares, transformando-a em Refúgio de Vida Silvestre (Revis), categoria de unidade de conservação com regras mais restritivas de uso e ocupação. Na ocasião, representantes da Prefeitura de Barra Mansa apresentaram os principais pontos da proposta e solicitaram o apoio da entidade para ampliar a discussão sobre o tema.

Participaram da reunião o secretário municipal de Meio Ambiente, Rodrigo Viana; o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, César Carvalho; o gerente de Unidades de Conservação, Vinícius Vieira; a presidente da ACIAP-BM, Fernanda Moysés; diretores da entidade; e o presidente do Sicomércio Barra Mansa, Thyago Machado.

Segundo Rodrigo Viana, o município não é contrário à preservação ambiental, mas entende que uma proposta dessa dimensão precisa ser debatida antes de qualquer decisão.

"Somos favoráveis à preservação ambiental, mas entendemos que um projeto como esse precisa ser debatido com a sociedade, com os proprietários das áreas envolvidas, com as entidades representativas e com o poder público. Precisamos compreender quais serão os impactos para Barra Mansa antes que qualquer medida seja tomada", afirmou.

O gerente de Unidades de Conservação, explicou que, até o momento, não foram apresentados estudos técnicos detalhando os impactos da proposta para o município.

"Sem esses estudos, não é possível avaliar de que forma a mudança poderá interferir no Plano Diretor, no zoneamento da cidade e em atividades comerciais, industriais, agrícolas e residenciais. A transformação da área em Refúgio de Vida Silvestre estabelece regras mais restritivas, o que pode influenciar futuros licenciamentos e atividades econômicas", explicou Vinícius.

Já César Carvalho afirmou que a proposta surpreendeu o município e reforçou a importância de discutir seus impactos antes que o projeto avance.

"Barra Mansa já enfrenta limitações para sua expansão territorial em razão da topografia. Precisamos entender quais critérios técnicos embasaram essa proposta e quais serão seus reflexos para o desenvolvimento econômico, a atração de investimentos e a geração de empregos. Nossa intenção é construir esse debate de forma transparente e participativa", destacou.

O presidente do Sicomércio Barra Mansa, Thyago Machado, destacou a importância da união das entidades representativas na discussão de um tema que pode impactar diretamente o desenvolvimento econômico da região.