Grupo CSN gera mais de20 milempregosem Volta Redonda
Empresa é responsável por 60% da arrecadação tributária do município
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) gera mais de 20 mil empregos diretos em Volta Redonda-RJ, onde tem a Usina Presidente Vargas. No município, o número equivalente a cerca de 25% dos postos formais de trabalho. A empresa é responsável ainda por mais de 60% da arrecadação tributária local, sustentando investimentos públicos em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura.
O protagonismo histórico transformou a cidade em um dos mais importantes polos industriais do estado do Rio de Janeiro e do Brasil, com forte dependência da atividade siderúrgica e de sua cadeia produtiva. Além disso, a atuação da CSN se estende por todo o Sul Fluminense, com operações em cidades como Porto Real, Resende e Valença, por meio da Prada, além de empresas como CBSI, Tora, participação na MRS e CBS, e projetos sociais e educacionais conduzidos pela Fundação CSN. Esse ecossistema fortalece a geração de empregos, estimula novos negócios e amplia as oportunidades de qualificação profissional na região.
Polo Metalmecânico
A CSN, que completou 85 anos na quinta-feira, dia 09 de abril, também teve papel decisivo na consolidação do Polo Metalmecânico do Sul Fluminense, atraindo fornecedores, incentivando a instalação de novas indústrias e contribuindo para a diversificação econômica regional. Municípios como Pinheiral, por exemplo, se beneficiaram diretamente desse movimento, com a instalação de dezenas de empresas ligadas ao beneficiamento do aço.
No complexo siderúrgico integrado da Usina Presidente Vargas, a CSN produz aços planos, aços longos e aços especiais de alto valor agregado, fundamentais para diversos segmentos da economia brasileira. Entre os principais produtos estão chapas grossas, bobinas a quente e a frio, aços galvanizados e folhas metálicas utilizadas na fabricação de embalagens.
Esses produtos são essenciais para setores como a indústria automotiva, a construção civil, a linha branca e o setor de energia, evidenciando o papel estratégico da companhia no abastecimento do mercado interno e no suporte ao desenvolvimento industrial do Brasil.
Avanços ambientais e inovação sustentável
Nos últimos anos, a CSN intensificou seus investimentos em modernização e eficiência ambiental na Usina Presidente Vargas. Cerca de R$ 2 bilhões foram aplicados recentemente em projetos voltados à redução de emissões e ao aprimoramento dos processos industriais, com previsão de novos investimentos em 2026. Os aportes têm como foco a sustentabilidade, a inovação tecnológica e o aumento da competitividade.
Como parte de sua estratégia de descarbonização, a empresa também prepara a entrada em operação de uma planta de hidrogênio renovável em sua unidade de Araucária (PR), baseada em eletrólise da água com tecnologia PEM (Proton Exchange Membrane). Considerada uma das maiores iniciativas do tipo na América Latina, a unidade terá capacidade de produção de aproximadamente 730 toneladas por ano de hidrogênio de alta pureza, destinado a aplicações industriais.
O movimento reforça a capacidade da companhia de se adaptar às novas demandas do mercado global, alinhando crescimento industrial à transição energética e à redução da pegada de carbono.
Fundada em 1941
A empresa fez 85 anos como uma das principais protagonistas da industrialização brasileira. Ao longo das últimas décadas, a empresa manteve sua relevância como base para o desenvolvimento econômico do país, abastecendo setores estratégicos e impulsionando cadeias produtivas.
Da inauguração de seu primeiro alto-forno, a CSN construiu uma trajetória baseada em escala, eficiência e resiliência. Esse percurso, iniciado no aço, expandiu-se ao longo dos anos para áreas como logística, energia, mineração e cimento, articulando suas operações de forma integrada.