CSN confirma ter recebido propostas por cimenteira

Grupo espera levantar ao menos R$ 15 bilhões com venda da unidade inteira

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Companhia Siderúrgica Nacional confirma que tem recebido propostas para a venda da sua subsidiária, CSN Cimentos

A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) confirmou, nesta segunda-feira (10), que tem recebido propostas para a venda da sua subsidiária, CSN Cimentos. "A companhia informa que está em fase de análise das referidas propostas e que manterá seus investidores e o mercado em geral devidamente informados sobre quaisquer desdobramentos adicionais relevantes", escreveu Antonio Marco Campos Rabello, diretor-executivo de finanças e relações com investidores da siderúrgica.

A agência de notícias Bloomberg informou, na semana passada, que a CSN está atrás de ao menos R$ 15 bilhões para a venda da unidade inteira, e espera receber quatro propostas.

Controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, a J&F Investimentos teria oferecido R$ 10 bilhões pela unidade, além de concordar em assumir as diligências da CSN Cimentos. Os potenciais compradores podem incluir as empresas brasileiras Votorantim, Polimix, a italiana Cementir e uma produtora chinesa de cimento não identificada, segundo a Bloomberg.

Esse movimento ocorre em um cenário de piora nos indicadores financeiros da empresa. No fim de julho, a companhia estimou uma deterioração do seu prejuízo líquido entre R$ 1,3 e R$ 1,4 bilhão nos primeiros seis meses deste ano. No primeiro semestre de 2025, a empresa teve um prejuízo de R$ 861,9 milhões.

A CSN também havia divulgado no fim do último mês uma proposta para renegociar US$ 1,3 bilhão (R$ 6,6 bilhões) em títulos de dívida emitidos no exterior que venceriam em 2028, oferecendo novos papéis com vencimento em 2030 e pagamento parcial em dinheiro aos investidores.

Previsão de prejuízo

O balanço do segundo trimestre de 2026 da empresa será divulgado ainda esta semana: no próximo dia 12, após o fechamento do mercado. O prejuízo líquido no primeiro semestre de 2025 foi de R$ 861,9 milhões. Algo similar está sendo projetado para a dívida bruta e a dívida líquida ajustada. A primeira, pela previsão da CSN, deve atingir R$ 54 bilhões, maior que os R$ 50,4 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Já a dívida líquida ajustada está prevista para R$ 44 bilhões, ante os R$ 40,5 bilhões de 2025.

Outros índices da saúde financeira da empresa, como o equivalente de caixa e o índice de alavancagem, devem ter aumentos leves e moderados, projeta a companhia.

Em relação ao vencimento da dívida, a CSN lançou uma proposta para renegociar US$ 1,3 bilhão (R$ 6,6 bilhões) em títulos de dívida emitidos no exterior, oferecendo novos papéis com vencimento em 2030 e pagamento parcial em dinheiro aos investidores. A estratégia pode reduzir a pressão sobre o caixa nos próximos anos, mesmo em um período curto de tempo.

Como incentivo para que os credores aceitem a operação, a empresa pagará até US$ 330 milhões (R$ 1,6 bilhão) em dinheiro e oferecerá títulos com juros de 11% ao ano, acima dos 6,75% ao ano pagos atualmente. Os credores podem aceitar ou não a proposta dentro do prazo da oferta, ainda não divulgado.