Acidente na Vibra em Volta Redonda ainda segue em investigação

Tanque de combustível da distribuidora explodiu em fevereiro, e as causas do incidente ainda não foram reveladas

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Acidente teve grandes proporções e fez a evacuação de 40 famílias da área

Após quase cinco meses da explosão que provocou a morte de dois homens na base da Vibra Energia, em Volta Redonda, as investigações do incidente ainda seguem em curso. A unidade, que antes era BR Distribuidora, foi desinterditada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) após quase um mês do acidente, em março, mas ainda segue com restrições e operação sem o tanque avariado.

Ao Correio Sul Fluminense, do grupo Correio da Manhã, foi confirmado que a empresa não está autorizada a realizar serviços que gerem faísca, centelha ou fagulhas em áreas classificadas — que podem conter atmosferas explosivas ou perto de materiais inflamáveis.

A ANP interditou a instalação da distribuidora imediatamente após a ocorrência do acidente, ocorrido na madrugada de 22 de fevereiro.

"A desinterdição da unidade foi condicionada à apresentação e à análise, pela Agência, da documentação técnica relacionada ao sistema de gerenciamento da segurança operacional da instalação. Os documentos foram protocolados em duas etapas, nos dias 02/03/2026 e 06/03/2026. Após a conclusão da análise técnica da documentação apresentada, em 06/03/2026, a ANP realizou a desinterdição da instalação, na mesma data", explicou a autarquia.

De acordo com nota oficial divulgada pela Vibra, na época, a explosão seguida de incêndio em um dos tanques de armazenamento de sua base, localizada no bairro Aterrado, ocorreu durante uma atividade de manutenção de equipamentos. O estrondo foi forte e ouvido por moradores de bairros distantes da cidade.

Um dos funcionários, Hércules de Aguiar, de 24 anos, foi levado pelo Corpo de Bombeiros com múltiplas queimaduras após o incêndio. O quadro foi considerado grave. Os outros dois funcionários, Alberdan Santos de Jesus, de 28 anos, e Antoniel dos Santos Menezes, de 27 anos, ficaram desaparecidos e seus corpos foram encontrados no dia seguinte no interior do tanque. Os dois eram do estado de Sergipe.