Usina da CSN é fiscalizada para checar ações contra poluição
Comitiva percorreu Usina para verificar investimentos previstos no TAC
A Usina Presidente Vargas, que pertence ao Grupo da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda-RJ, foi fiscalizada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), nesta terça-feira, dia 14, com a finalidade de checar o cumprimento de normas do do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e verificar os investimentos que estão sendo realizados pela empresa na modernização da usina. O prazo que a CSN tem para cumprir o TAC, prorrogado por inúmeras vezes, termina este ano. A última prorrogação foi concedida, no ano passado, em setembro, às vésperas do prazo terminar.
A fiscalização, que teve a participação de outros órgãos, do deputado estadual Jari Oliveira (PSB) e da vereadora Gisele Klingler, verificou ainda quais medidas estão sendo adotadas para o combate à poluição atmosférica e sonora.
A comitiva percorreu diferentes setores da usina para verificar o andamento dos investimentos ambientais previstos no TAC e acompanhar o funcionamento dos sistemas de controle de emissões. Jari destacou que a fiscalização é essencial para garantir que os compromissos assumidos pela empresa sejam cumpridos.
-Nosso papel é acompanhar de perto os investimentos e cobrar que eles tragam resultados concretos para a população. A CSN tem uma importância enorme para a economia do estado e para a geração de empregos, mas isso precisa caminhar junto com o respeito às normas ambientais e à qualidade de vida de quem mora em Volta Redonda - afirmou o deputado.
Segundo Jari, houve avanços nos últimos meses, mas ainda são necessários novos investimentos para reduzir os impactos da atividade industrial.
-Reconhecemos os avanços alcançados, mas a população ainda convive com episódios de poluição. Vamos continuar fiscalizando e cobrando para que a empresa cumpra integralmente o TAC e amplie os investimentos em tecnologias que reduzam as emissões - ressaltou.
Fiscalização anual
A fiscalização é realizada anualmente e contou ainda com representantes da Polícia Militar Ambiental, da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
TAC foi assinado em 2018
O TAC firmado, em 2018, previa 35 medidas para minimizar os impactos causados pela CSN principalmente com relação à poluição do ar de Volta Redonda. A cidade fica no sul do Estado do Rio de Janeiro e sofre há décadas com o pó emitido constantemente pela Usina. A previsão inicial era de investimentos da ordem de R$ 300 milhões no período de vigência do acordo. Ou seja: seis anos. De 2018 a 2024.
Segundo o Inea informou ao Correio Sul Fluminense, na ocasião que prorrogou o prazo para a execução do TAC, a CSN cumpriu 92% das obrigações rigorosamente acompanhadas pelo Inea e comprovadas por auditorias independentes".
O Inea afirmou ainda que o "aditamento do TAC inclui tanto a conclusão das ações pendentes quanto o pagamento de multas, que serão investidas em projetos ambientais em Volta Redonda".
Entre as ações para minimizar a poluição, constam uso de turbinas nebulizadoras, lavagem de vias internas e bloqueio contra a dispersão do pó. Ainda faz parte do termo a limitação da altura dos depósitos de escória e adequação ambiental do descarte próximo ao Rio Paraíba do Sul.