Capacitação debate direitos e violência contra a mulher

Secretaria de Urbanização reuniu mais de 100 trabalhadores

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A prefeitura de Angra dos Reis, por meio da Secretaria de Urbanização, Parques e Jardins, promoveu na terça, 28 de abril, uma capacitação sobre o enfrentamento à violência contra a mulher, os direitos garantidos por lei e os caminhos para denúncia e acolhimento. O encontro reuniu mais de 100 trabalhadores e contou com a presença de autoridades atuantes na defesa dos direitos das mulheres.

A iniciativa, que aconteceu no Centro de Estudos Ambientais (CEA), na Praia da Chácara, teve como objetivo ampliar o conhecimento dos participantes sobre os temas propostos. A programação incluiu palestras da delegada titular da DEAM, Drª Paula Loureiro, e da presidente da OAB Mulher Angra dos Reis, Drª Aline Angelin, que trouxeram orientações práticas e reforçaram a importância do engajamento coletivo na construção de uma sociedade mais justa e segura.

O Programa de Educação e Prevenção à Violência Contra a Mulher (PROEP-Mulher), da Secretaria de Segurança Pública, também fez parte da programação. A secretária de Urbanização, Parques e Jardins, Beth Brito, destacou a relevância da ação como parte de uma política contínua de valorização dos trabalhadores e de promoção da cidadania.

"Hoje tivemos a oportunidade de ministrar a palestra "Abuso sexual: entender para combater". É fundamental alcançarmos o público masculino e fortalecermos a cultura da prevenção, do cuidado e, principalmente, do respeito", destacou a secretária.

A delegada Paula Loureiro ressaltou a importância de detalhar os diferentes tipos de crime e aproximar os serviços públicos da população.

"É de suma importância a realização de eventos como este, não apenas para apresentarmos os tipos de violência contra a mulher, mas também para abordarmos crimes que podem ocorrer no ambiente de trabalho onde há convivência entre homens e mulheres. É essencial esclarecer as diferenças entre assédio sexual, importunação sexual e estupro, mostrando que essas condutas são crimes, não cantadas inconvenientes ou situações banais. São práticas que devem ser denunciadas", explicou.

Já a advogada Aline Angelin enfatizou o papel da orientação jurídica no processo de conscientização e proteção das mulheres.

"Conhecer os próprios direitos é o primeiro passo para que eles sejam efetivamente exercidos. Quanto mais informada a sociedade estiver, maiores serão as chances de rompermos o ciclo da violência e fortalecer a proteção às mulheres", pontuou Aline.